- Nome: Erva Baleeira

Nome Científico: Cordia verbenacea
Parte Utilizada: Folhas
Propriedades terapêuticas: Tem ação antiinflamatória, analgésica, tônica
Indicações: reumatismo, artrite reumatóide, dores musculares da coluna, nevralgias, prostatites, contusões. Possui uma ação anti-inflamatória muito potente, além de ação anti-séptica e cicatrizante. Desta forma esta planta pode ser e já está sendo utilizada como um excelente cicatrizante externo para ferimentos e cortes de forma geral, na forma de pomadas e cremes e chá.
Modo de usar:
Uso Interno:
Em 1 xícara de chá coloque 1 colher de folhas picadas, adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 1 a 3 vezes ao dia.
Uso Externo:
3 colheres de folhas picadas em 1 xícara de álcool de cereais. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Aplique nas partes afetadas com algodão, cobrindo em seguida com um pano. Repetir a compressa a cada 4 horas.
Outras informações
É um poderoso remédio, e já era utilizada pelos índios no Brasil, há séculos. Ela pertence à família do confrei, e é considerada como a que engraxa as dobradiças. É particularmente freqüente e indesejável nas regiões litorâneas do sudeste e sul do país, onde chega a formar grandes infestações.
Uma planta nativa da Mata Atlântica, conhecida pelo nome de erva-baleeira ou maria-milagrosa, fornece o óleo essencial para um dos maiores laboratórios do Brasil produzir uma pomada antiinflamatória e cujos testes clínicos junto a centenas de pacientes mostraram ser tão eficaz para casos de dores musculares quanto o principal antiinflamatório do mercado. Sobre este creme ainda, estudos comparativos demonstraram, que o creme de erva baleeira apresenta menos efeitos colaterais, como vermelhidão na pele.
No entanto, há séculos, nossos indígenas já sabiam disso: registros na obra “De Medicina Brasiliensi”, de Gulielmus Piso, indicam que os indígenas brasileiros utilizavam esta planta como um poderoso antiinflamatório. Ainda hoje, a medicina popular se rende aos poderes da erva-baleeira, especialmente nas comunidades litorâneas, onde ela é usada na forma de pomada, extrato ou folhas maceradas para curar ferimentos provocados por acidentes com peixes nas pescarias. Especula-se, inclusive, que o nome “baleeira” seja inspirado justamente nesta associação com o uso da planta por pescadores e por ser abundante nas regiões litorâneas.
Seu uso popular é largo e variado: é usada contra artrite, reumatismo, artrose, contusões e em todo tipo de inflamação, inclusive na forma de bochechos para aliviar dores de dente e tratar inflamações bucais. Além disso, é indicada contra úlceras. Seus poderes como cicatrizante e antiinflamatória é que fizeram a fama desta planta. Em algumas regiões, as folhas da erva-baleeira são cozidas e aplicadas sobre feridas para acelerar a cicatrização.
Erva-baleeira: direto da natureza para a farmácia
Segundo José Roberto Lazzarini, diretor médico e de pesquisa e desenvolvimento da Aché, empresa que lançou o antiinfamatório à base de erva-baleeira, em forma de creme, “trata-se do primeiro antiinflamatório tópico feito a partir do extrato de uma planta brasileira – existem antiinflamatórios de plantas medicinais, mas de outras origens, como África e outros países”.
Patenteado no Brasil e no exterior, o novo produto pertence à classe dos fitomedicamentos, fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas. Pela regulamentação da Anvisa, eles nunca podem ser misturados a princípios ativos sintéticos, vitaminas ou minerais. Além disso, as mesmas normas aplicadas para a produção de medicamentos devem ser seguidas para a produção de fitomedicamentos, como a comprovação de eficácia e de segurança.
O processo de pesquisa e desenvolvimento do novo medicamento levou sete anos, investimentos na ordem de R$ 15 milhões e envolveu pesquisadores de três universidades nacionais como Unicamp, Unifesp e PUC-Campinas. São necessários 800 quilos da erva para se obter um litro de óleo essencial, no lançamento do produto haviam plantados cerca de 12 hectares de ervas que garantiriam a extração de 120 litros anuais de óleo.
Há mais de 12 anos, o farmacologista Jayme Sertié, da Universidade de São Paulo, coordenou uma equipe que isolou a Artemetina – substância (flavonóide) presente nas folhas da erva-baleeira, que apresenta poderosa ação antiinflamatória e cicatrizante. Além da Artemetina, análises dos componentes orgânicos desta planta revelou a presença de outros flavonóides, triterpenos, óleo essencial, alontóina, açúcares.
A planta
A erva-baleeira (Cordia verbenacea) é uma planta da Família das Borragináceas, originária de áreas litorâneas da América do Sul. Ela ocorre em todo o território brasileiro. Popularmente ela recebe outros nomes: maria-milagrosa, baleeira, maria-preta, salicina, pimenteira e catinga-de-barão. Em algumas regiões, ela recebe o nome de catinga-de-mulata, porém, este nome popular refere-se à outra planta também medicinal, o tanaceto (Tanacetum vulgare L).
- Nome: Garcinia
Nome científico: Garcinia cambogia
Parte utilizada: cascas secas dos frutos, frutos
Propriedades terapêuticas: hepática, diurética, hipocolesterolêmica, lipolítica. Reduz a absorção do colesterol e triglicérides. Aumentar a sensação de saciedade (diminuir a fome)
Indicações: obesidade, inibição de apetite, colesterol, triglicérides, lipídios polares. Uremia, problemas no fígado devido malária. É rica em fibras auxiliando o funcionamento do intestino. Como emagrecedor, diminui o desejo de comer doces e ajuda a absorver a gordura no sangue, melhorando os níveis de colesterol. Atua como inibidor de apetite, pela redução do hormônio orexina, a planta atua no centro da fome, diminuindo o apetite, sem agir no sistema nervoso central.
Modo de usar: 3 vezes ao dia, antes das principais refeições
Infusão: Coloque 1 colher de chá do (pó Garcínia ) em um copo de água e dissolva o produto. Bebe 3 vezes ao dia antes das principais refeições;
Capsulas: 500 mg até 3 vezes ao dia ( uma hora antes das principais refeições);
- fruto: uremia, fígado.
Contra indicações: contra indicado para gestantes, nutrizes e crianças. Em doses altas podem causar diarréia, cólica, náusea e vômito.
Outras observações:
A Garcinia cambogia é uma pequena árvore originária das florestas da região do Camboja, Sul de África e Polinésia e cultivada na Índia e em países do Extremo Oriente. Na Índia, a Garcínia ou “Tamarindo do Malabar” é usada desde há centenas de anos, quer na Medicina Ayurvédica, quer na culinária tradicional, incluída na preparação do caril e na conservação de alimentos, sem qualquer registo de toxicidade. A Garcínia pertence à família das Gutiferáceas e as partes da planta mais utilizadas são a casca seca e polpa do fruto. O fruto da Garcínia tem, aproximadamente, o tamanho de uma laranja, parecendo-se, no entanto, com uma pequena abóbora.
Propriedades
O Ácido Hidroxicítrico (na forma de hidroxicitrato) é um inibidor efetivo da síntese dos ácidos graxos. Isto se dá pela interrupção do fornecimento de Acetil Coenzima A (ACoA), elemento essencial no processo de biossíntese de ácidos graxos (unidade fundamental dos triglicerídios e lipídeos polares) e colesterol
O AHC (ácido hidroxicítrico) é muito semelhante ao ácido cítrico, substância que dá a característica ácida na laranja, limão e outras frutas cítricas.
O AHC apresenta três ações para promover a perda de peso:
1. Agente bloqueador de gorduras – os hidratos de carbono, ingeridos em excesso, são transformados e armazenados como gordura. Neste processo é necessária a participação de uma enzima chave, a ATP-citrato liase. O AHC liga-se a esta enzima bloqueando-a, inibindo consequentemente o armazenamento de gordura;
2. Mais glicogénio – as calorias que não são armazenadas sob a forma de gordura vão ter outro destino. Ao bloquear a ATP-citrato liase, o AHC tem a capacidade de transferir as calorias para formar glicogénio (forma de açúcar armazenada nos músculos e no fígado);
3. Redução do apetite – o AHC controla o apetite através de uma maior síntese de glicogénio, ou seja, quando as reservas de glicogénio estão altas, os receptores do açúcar no fígado são estimulados e enviam um sinal de saciedade ao cérebro (sem estimular o sistema nervoso central). Outro processo assenta na capacidade do AHC em estimular a libertação da serotonina, um neurotransmissor vital envolvido no controlo do apetite. Trata-se também de um modo completamente natural de alterar a fisiologia do organismo e promover a perda de peso.
A garcinia é um produto natural, sem os efeitos colaterais dos produtos que agem no nível do SNC, não acarretando sono, alteração nos batimentos cardíacos, elevação de pressão
Aumenta levemente o nível de glicogênio no fígado, que envia um sinal de saciedade ao cérebro, reduzindo o apetite. Aumenta o metabolismo basal. Aumenta o metabolização da gordura no organismo.
Em relato de pessoas que consumiam seus frutos, observaram-se perdas substanciais de peso. Com isso, principalmente a partir da década de 60, muitos estudos botânicos, farmacêuticos e médicos começaram a ser realizados. Atualmente, após muitas pesquisas científicas, a Garcinia cambogia tem obtido um grande sucesso no tratamento da obesidade e em regimes de emagrecimento, e tornou-se um produto revolucionário nos Estados Unidos,
O extrato da Garcínia cambogia começou a ser usado comercialmente como auxiliar na redução do peso e combate à obesidade por volta de 1991. Um dos primeiros estudos realizados nos Estados Unidos, reuniu 50 pessoas que foram distribuídas em dois grupos. Os dois grupos receberam uma dieta controlada, sendo que o primeiro passou a usar também o extrato da Garcinia cambogia, enquanto o segundo recebeu placebo. Ao final de dois meses, o grupo que utilizou o extrato de garcínia apresentou redução de 5,2 Kg, já o grupo que recebeu placebo apresentou redução de 1,6 kg.
O sucesso da Garcinia cambogia no tratamento da obesidade e em regimes de emagrecimento em vários países, especialmente nos Estados Unidos, segundo especialistas, ocorre não só por sua eficácia, mas também porque a planta atua por mecanismos exclusivamente metabólicos, sem interferir no Sistema Nervoso Central.
As qualidades da fruta:
Em tempo: O mangostão (Garcinia mangostana L.), que pertence ao mesmo gênero e família da Garcinia cambogia, também apresenta propriedades medicinais. Seu extrato é usado como auxiliar antiinflamatório no tratamento das articulações, tendinites, reumatismo e artrose. Pesquisas recentes indicam o uso do extrato da polpa no tratamento da asma e alergias respiratórias.

- Nome Anis Estrelado
Nome científico: Illicium verum
Parte usada: Frutos com suas sementes
Propriedades terapêuticas: Digestivo, carminativo, anti-espasmódico
Indicações : É muito parecida com as ações da “erva-doce”, sendo muito empregado como digestivo e principalmente como carminativo, pois é um ótimo digestivo, facilita a eliminação de gases estomacais e intestinais, além de ser um excelente anti-espasmódico. É muito comum o chá para cólicas intestinais em recém-nascidos, mas deve-se tomar cuidado com os excessos, pois pode intoxicar as crianças. Não temos muitas aplicações do anis-estrelado em nossa cultura, mas pode-se preparar um delicioso chá para ser tomado tanto quente quanto gelado.
É muito empregado pela indústria farmacêutica, de bebidas e perfumaria. O nome Illicium vem do latino illicere, que quer dizer “atrair e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. O nome foi dado devido ao aroma forte e agradável que exala, realmente seduzindo as pessoas.
Modo de usar:
- infusão: uma colher, das de café, de anis estrelado em uma xícara de água fervente. Deixar esfriar e coar. Beber uma ou duas xícara por dia.
- Tintura – dose máxima diária: 20 ml.
Outras informações:. O “Anis-estrelado” nasce numa árvore da mesma família da Magnólia, que pode alcançar cinco metros de altura e é a partir do seu “fruto” acastanhado em forma de. A planta existia apenas em quatro províncias chinesas, mas a sua cultura generalizou-se no mundo ocidental quando chegou à Europa pela mão dos ingleses. A partir do século XIX passou a ser utilizada também como especiaria.
Sua origem é tida como chinesa. Lord Cavendish foi o primeiro a conhecê-la na China, no século XIX, e quem o introduziu na Europa. O anis-estrelado é uma árvore que pode chegar a até 10 metros de altura produzindo pequenas flores amarelas. Suas folhas são largas e de verde muito intenso, e o que mais caracteriza esta planta são seus frutos na forma de estrela, sendo que no interior de cada “ponta” existe uma semente. Esta árvore parece com o pé de eucalipto, e pode produzir até 4.000 frutos por colheita. Possui coloração marrom e forte aroma característico, sendo muito mais forte que a erva-doce ou o funcho. A parte utilizada do vegetal são os frutos com suas sementes. Muito rico em óleos essenciais, são utilizados principalmente como aromatizantes.
Existe uma grande confusão com o nome “anis”. No Brasil refere-se ao anis estrelado, só que no resto do mundo o termo “anis” ou “anis-verde” é empregado quando se refere à planta Pinpinella anisum, que aqui no Brasil é chamada de “erva-doce”. O anis-estrelado não é muito empregado no Brasil, provavelmente devido ao preço. Não é cultivado em nosso território, sendo importado da China e da Europa.
Anis Estrelado e o Tamiflu ( A planta que está ficando famosa por causa do Tamiflu)
Além do que já dissemos sobre o “Anis-estrelado” essa bela estrelinha é a planta a partir da qual é produzido o fármaco mais desejado do momento, capaz de travar a progressão da gripe H1N1 e no passado a aviária, o H5N1.
O mais curioso é que até você pode ter um destas “estrelas” por ai enfeitando vossas casas. Além de nos dias de hoje ser a base na produção do Tamiflu, este sugestivo fruto acastanhado, é também utilizado como objeto decorativo. Se olhar bem para os pout-pourri que utiliza na sua casa, é provável que encontre a mais recente “estrela” do mundo dos fármacos
Diariamente somos confrontados com notícias de novas infecções com a mais perigosa variante da gripe H1N1. Até ao momento, existe apenas um anti-viral eficaz no combate a propagação da doença no homem: o Tamiflu (cujo princípio ativo é o oseltamivir) é o medicamento que oferece maior resistência a gripe H1N1. Mas, enquanto os receios de uma mutação generalizada do vírus H1N1 se avolumam (devido à sua mutação e propensão para adquirir genes de outros vírus), pouco se sabe sobre a origem deste fármaco.
O principal componente do Tamiflu é o Illicium verum ou como vulgarmente se designa “Anis-estrelado” (em chinês, Jiao Hui Xian ). É precisamente a partir desta planta originária da China e do Japão que se produz o fármaco.
Conhecido por ter um efeito anticéptico, anti-inflamatório, calmante, digestivo e diurético, o “Anis-estrelado” foi utilizado durante milhares de anos na Ásia Oriental como tempero para alguns pratos de aves e, mais tarde, como tratamento caseiro para atenuar as cólicas nas crianças.
A partir de 1997 esta planta começou a ganhar uma nova relevância, quando começaram a ser detectados os primeiros casos de gripe das aves no sudeste asiático, o mercado farmacêutico, em particular os laboratórios Roche, passaram a consumir cerca de 90 por cento da totalidade do “Anis-estrelado” produzido em todo o mundo.
A Roche L Hoffmann mantém em segredo a sua fórmula, no “Annual Repport de 2006” ela apenas esclarece “ A fabricação do Tamiflu é um complexo processo envolvendo 10 etapas”, independente disso descrevo um pouco sobre o que pesquisei acerca da fabricação dele e o quão rentável deve ser esse negócio.
Ácido chiquímicoEsse ácido é um produto natural conhecido há muito tempo. Foi isolado pela primeira vez em 1885 a partir da planta japonesa Illicium anisatum L, no ocidente é conhecido como anis estrelado japonês. É uma árvore nativa do Japão, tóxica, e que era utilizada apenas como incenso. O ácido chiquímico existe em relativa abundância e em 10% numa outra árvore, desta vez chinesa e do mesmo gênero botânico , o Illicium verum, conhecido aqui por anis estrelado.
O ácido chiquímico é utilizado como material de partida para a síntese do oseltamivir, sendo este o composto, comercializado pela Roche com o nome de Tamiflu como antiviral. Todo o ácido chiquímico utilizado na síntese do oseltamivir é extraído do anis estrelado que vem quase que exclusivamente da China. De 13g de anis estrelado, retiram-se 1,3g de ácido chiquimico que é convertido em 750mg de oseltamivir (10 cápsulas de tamiflu contendo 75mg do princípio ativo), que custa hoje perto de R$150,00, portanto, aparentemente um ótimo negócio. Para maiores detalhes sobre como é a síntese do oseltamivir, sugiro que visitem o portal dos fármacos, lá tem uma resenha mais detalhada.
Eu fui passear pelos Relatórios anuais da Roche e realmente os números do Tamiflu impressionam, em 2004, ano anterior ao da gripe aviária, as vendas do fármaco eram de U$330 milhões, passaram para U$1,6 bilhões em 2005 e alcançaram U$ 2,6 bilhões em 2006, até meados de 2009 já somam perto de U$1 bilhão e já começa a disputar o mercado das drogas utilizadas contra tumores. As ações da empresa já subiram perto de 50% desde março, porém isso até poderia ser justificado pela melhora geral do mercado de ações pelo mundo, que subiu ao redor de 30%.
Essas informações estão disponíveis no site da empresa, não me ative a outros detalhes, a não ser um em especial que chamou bastante a atenção e que me permitirá deixar aqui outro item para reflexão. De um lado a população está adoecendo mais, mas de outro, não seria a indústria farmacêutica um dos mercados mais rentáveis do mundo, talvez as duas coisas, respeitadas as devidas proporções, sei lá. Independente da conclusão, o fato é que a população de forma geral está adoecendo, apesar da melhora aparente no nível de vida, de um lado se o item vendas do Tamiflu impressionam, os da divisão farmacêutica mais ainda. Fica aqui a título de curiosidade e para ajudar nessa reflexão, de 2004 até 2007 enquanto o número de funcionários cresceu perto de 20%, as vendas subiram 70%, de 2002 até 2007 a divisão farmacêutica dobrou de tamanho enquanto o número de colaboradores subiu perto de 30%, mas isso quem sabe fica para um artigo mais especifico.
Alguns podem achar com isso que as alegações sobre a fabricação do Tamiflu por parte da Roche, podem ser conspiração para continuar vendendo caro o fármaco, ou quem sabe uma estratégia para conter a grande demanda da planta que pode resultar no aumento de preço ou escassez no mercado (como aconteceu em 2005 no auge do temor da gripe aviária), a verdade na hora certa aparecerá, de nossa parte, analisemos os fatos para as nossas próprias conclusões.
Hebhert Oliveira – Natureza Celestial

Erva Mate
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Nome: Erva-mate
Nome científico: Ilex paraguensis
Partes usadas: folhas
Propriedades terapêuticas: Estimulante do corpo e do cérebro, diurética, digestiva, laxativa, redutora de tensão, sudorífera, analgésica, atua em problemas renais e encefalia.
Indicações: O chimarrão, ou mesmo o chá mate, auxilia na circulação sangüínea, ativando-a e conseqüentemente, melhorando as atividades cerebrais. Tomado após as refeições, estimula a digestão e é laxativo. Banhos aquecidos de chá das folhas embelezam a pele.
No sul do país, mais entre os gaúchos, o seu uso é constante, desde de manhã até a tarde e à noite. Não passam sem o uso da erva-mate.
Esta erva dá vitalidade às pessoas, resistência ao cansaço físico. Ativa a circulação sangüínea, por isso alguns a consideram afrodisíaca.
Modo de usar
Infusão – 1 litro de água fervente para 20 a 40 g de folhas. Tampar e deixar 5 minutos. Beber no máximo 3 xícaras ao dia. É digestivo e laxativo.
Decocção – um litro de água para 20 g de ervas. Ferver por 10 minutos. Misturar à água do banho. Aplicando em compressas nas partes afetadas, é cicatrizante, anti-séptico e age contra queimaduras.
Contra indicações: O chá mate não deve ser consumido em demasia, podendo causar dependência devido à cafeína e à teobromina.
Outras observações: A árvore é de bonito porte, frondosa, chegando à altura de até 6 metros, com folhas lisas, largas, alternas, ovaladas, serrilhadas e rijas. Suas flores são miúdas e de cor branca, possuindo 4 pétalas. Seus frutos, são miúdas bagas vermelhas que possuem 4 sementes.
Nativa do Brasil, adapta-se em climas tropicais e sub-tropicais, em especial nos estados da região sul do Brasil e no Mato Grosso, além do Chile, Peru, Paraguai e Argentina, onde é considerada planta silvestre.
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Nome: Garra-do-Diabo

Garra do Diabo
Nome científico: Harpagophytum procumbens D.C
Partes usadas: bulbos ou rizomas
Propriedades terapêuticas: Antiinflamatória, analgésica, depurativa, anticancerígena, estimulante digestiva, arteriosclerose, rins e bexiga, vesícula, intestinos, é cicatrizante, hepática, antiespasmódica, anti-gota, artrose, artrite e anti-reumática.
Indicações: É um dos remédios mais eficazes de que dispõe a fitoterapia para o tratamento das afecções reumáticas. Para reumatismo, pode ser usada em forma de cataplasmas e por via oral, e para um melhor resultado, pode ser usada das duas formas.
A ação desta planta, por ser fortemente amarga, serve como estimulante do sistema dïgestivo. O chá é depurativo e elimina rapidamente o ácido úrico, aliviando as dores causadas pela “gota” e artrites. Acalma os sintomas de cólicas intestinais. Reduz o índice de colesterol no sangue, regenerando as fibras elásticas das paredes arteriais. Se aplicado como cataplasma, em quaisquer afecções da pele, resulta em um dos melhores cicatrizantes existentes, inclusive para furúnculos.
Modo de usar
Para reumatismo e artrite – chá por decocção – em um copo de água, colocar 10 g da raiz e ferver por 15 minutos. Tomar doses pequenas, uma ou duas vezes por dia.
Infusão – 1/2 litro de água fervente. com 15 gramas de pó de raiz e deixar repousar de meia à uma hora. Tomar 3 a 4 vezes ao dia.
Tintura: tomar 30 gotas da tintura com água duas vezes ao dia. Para artrite associada à digestão difícil.
Compressas: aplica-se na área afetada, várias vezes ao dia, feito o chá por decocção bem forte.
Contra-indicações: Deve ser evitado durante a gestação. Tomada em alta dose pode provocar contrações uterinas.
Outras observações: Trata-se de planta com raízes primárias e secundárias, que possuem gosto amargo e são utilizadas para remédios. Destaca-se pela suas flores vermelho-púrpura. É nativa da África, particularmente do deserto do Kalahari e atual Namíbia, se desenvolvendo em terrenos arenosos e argilosos.
Os africanos usam a erva para tratamento do câncer de pele. Na Europa, tem grande fama e o chá é recomendado para artrite, reumatismo e artroses. Os extratos das plantas realmente tem atividade antiinflamatória, comprovada com experiências com animais. Nos Estados Unidos, é uma erva usada no combate ao artritismo, sendo uma das plantas consideradas capazes de promover a longevidade e a boa saúde.
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Nome: Gérmen de Trigo
Nome científico: Triticum satiuum Lank
Partes usadas: Sementes (óleo extraído do germen)
Propriedades terapêuticas: anemia, pressão baixa, emoliente, estimulante, laxativa, remineralizante, antidiabética, avitaminoses, debilidade óssea, depressão psíquica, astenia, nervosismo, raquitismo e prisão-de-ventre.
Indicações: Antes de ser beneficiados, os grãos integrais, possuem quase todas as substâncias nutritivas que necessitamos. O gérmen de trigo é considerado excelente para o desenvolvimento infantil, além de proteger a pele pelo teor de vitamina B, A e E. A existência da celulose regula as funções intestinais, agindo sobre a prisão-de-ventre (consumo de trigo integral). O óleo de gérmen de trigo possui óleos essenciais e vitamina E. A sua fibra executa a limpeza da flora intestinal, eliminando as toxinas. Como se fossem uma esponja.
O óleo de gérmen de trigo ajuda no aumento da irrigação sangüínea, a nível da derme, aumentando a nutrição das células, prevenindo rugas na pele e o seu ressecamento. É conhecido co a vitamina da beleza da pele.
Modo de usar: Uso interno
Para reduzir o índice de açúcar no sangue: comer mingau ao natural. misturado ao leite ou suco de frutas, para suprir a falta de cálcio e vitaminas A e C.
Para regular as funções intestinais: farelo de trigo, adicionado à mingaus, sucos e sopas.
Uso externo
Para amaciar a pele e protegê-la: banhos com o farelo de trigo.
Outras observações: Planta de colmo ereto com folhas planas e compridas, suas glumas são ovaladas e uniformes, com o ápice carenado, espigas, glandes compactas e extremidades pendentes. Seu cultivo é mundial, necessita de solo sílico-argiloso, profundos e com certa retenção de água.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, uma dieta rica em fibras solúveis e insolúveis e pobre em gordura previne alguns tipos de câncer. As fibras insolúveis são aquelas que não se dissolvem na água e são encontradas nos grãos integrais, principalmente no grão de trigo.
São melhores para a saúde do que as solúveis, pois regularizam e eliminam as toxinas do intestino e diminuindo o colesterol.
Os diabéticos sejam tipo I ou tipo II são beneficiados com a ingestão desse cereal. Para a maioria das pessoas, uma maior ingestão de fibras é a chave para benefícios notáveis para a saúde. O trigo é um cereal muito rico em vitamina E.
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Nome Ginseng
Nome científico: Panax ginseng C. A Meyer
Partes usadas: raiz, a partir do 5° ano, quando seus princípios ativos estão completos.
Propriedades terapêuticas: antidepressivo, tonificante, ansiolítica, age nos sistemas cardiovascular e reprodutor. É anti-estressante, combate a impotência sexual, disfunção erétil e frigidez feminina, e insuficiência hormonal.
Indicações: O ginseng acelera o processo enzimático do glicogênio e da glicogenólise, aumenta a produção de ATP (adenosina trifosfato) substância de grande ação energética celular. Tem efeito anabolizante, aumenta a síntese das proteínas, estimula a produção de sangue (hematopoiese) na medula óssea. Tem efeito vasoregulador, ajudando a normalizar a pressão arterial. Seus efeitos afrodisíacos são conhecidos a milênios. Aumenta a capacidade sexual, melhorando a freqüência da ereção masculina e favorecendo ainda, a produção de espermatozóides, estimulando os gânglios sexuais de ambos os sexos. Aumenta ainda a produção hormonal. Atua no estado de hiperglicemia potencializando a ação da insulina.
É tanto estimulante como relaxante do sistema nervoso central (SNC), semelhante à adrenalina.
Modo de usar
Uso interno – decocção – 3 g de raiz em 20 ml de água. Ferver durante 10 minutos, esfriar, coar e tomar até a hora do almoço, pois após, pode tirar o sono de algumas pessoas.
Extratos: 20 gotas, 3 vezes ao dia.
O extrato de ginseng tem efeito estimulador da hemotopoiese, aumentando a atividade na medula óssea e do hematócrito
Contra indicações: Não é indicado durante gravidez, caso de pressão alta e com terapia anticoagulante e menopausa.
Outras observações: É uma planta herbácea perene, de raiz aprumada e dividida, tendo o ginseng folhas de palma e pequenas, flores esverdeadas, que aparecem no fim do verão. É originária das zonas geladas e montanhosas da China, Japão, Coréia e Nepal.
A raiz do ginseng vem sendo utilizada ininterruptamente tem mais de 1000 anos na China, pelas suas propriedades tonificantes. Foi introduzida na Europa a partir do século XVIII e tem sido objeto de numerosos estudos científicos, em função das suas extraordinárias virtudes.
O seu nome científico, Panax, vem do grego pan(todo) axos(cura). Para os chineses, o ginseng é uma autêntica panaceia, curando uma grande variedade de patologias.
Os seus eleitos afrodisíacos deram-lhe uma grande popularidade nos países ocidentais, onde o stress e o uso do tabaco, do álcool e de outras drogas constituem uma agressão contra a potência sexual.
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Nome: Damiana
Nome científico: Turnera diffusa, sin Turnera aphrodisiaca
Partes usadas: Folhas
Propriedades terapêuticas: Tônica, estimulante, afrodisíaca, antidiarrêica, diurética, expectorante e adstringente
Indicações: Sífilis, úlceras gastrintestinais, leucorréia, diabetis (em animal há comprovação), má-digestão, diarréias, tosses catarrais, neuratenia, bronquites, dificuldades sexuais masculina e feminina, auxilia no tratamento da paralisia, albuminúria.
As folhas contêm um óleo essencial (rico em cineol, cimo e pineno), o glicósido arbutina, princípio amargo, tanino e resina. As suas propriedades medicinais não dependem de nenhum destes compostos isoladamente, mas resultam da combinação de todos eles.
Modo de usar
Infusão – Uma colher de sopa de folhas esfareladas em um litro de água, beber três xícaras ao dia. Pode ser administrada a crianças, sendo neste caso em doses reduzidas, porém de acordo com a idade.
Externamente é usada em compressas e duchas.
Contra indicações: Gravidez, lactação e hipoglicemia
Licor: Coloque em maceração 35 g de folhas de damiana, duas colheres de sopa de amoras, duas de raiz de angélica e meia de baunilha em 750 ml de whisky, deixe por uma semana. Após esse período filtre com um coador de café e guarde o líquido, junte as ervas com 750 ml de água filtrada ou fervida e aqueça a 80ºC e filtre.
Antes de esfriar completamente junte um copo de mel e após esfriar completamente, adicione a parte que foi feita com whisky. Coloque em uma vasilha escura por mais 30 dias e espere.
Uma pequena dose desse licor é capaz de produzir resultados interessantíssimos, mas não espere resultados imediatos, pois as plantas atuam de um modo bastante lento, contudo eficaz.
Outras observações: A Damiana é um arbusto relativamente pequeno que produz flores pequenas e aromáticas. Floresce do início ao fim do verão e é seguido por frutas muito semelhantementes a figos. É dito que o arbusto tem um odor um pouco parecido com camomila ou Cannabis sativa, devido ao óleo presente na planta. As folhas eram preparadas tradicionalmente em um chá que era usado por pessoas nativas da América Central e do Sul devido seus efeitos afrodisíacos.
Comprovou-se que produz um aumento no número e na vitalidade dos espermatozóides. Na mulher, regulariza o ciclo menstrual e estimula as funções do ovário. Em ambos os sexos tem um eleito revitalizanle c afrodisíaco que, ao contrário de outros estimulantes sexuais, não tem efeitos secundários conhecidos. E indicada em caso de impotência masculina, ejaculação precoce e espermatorreia (derramamento involuntário de sémen ).
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Nome: Louro
Nome científico: Laurus nobilis
Partes usadas: bagas, frutos e folhas
Propriedades terapêuticas: Eupéptica (digestiva) , antiinflamatória, anti-reumática, carminativa, diurética e balsâmica.
Indicações: Como bálsamo anti-reumático, como aperitivo facilita a digestão e alivia as dores reumáticas e artríticas. O óleo extraído do louro serve para combater as dermatoses e as lêndeas. As cascas de louro-preto combatem inúmeras afecções intestinais e digestivas, tais como, catarros e diarréias. É estimulante da secreção do suco digestivo. Elimina gases do conduto digestivo. É excelente para aqueles que tem digestão difícil. É também estimulante da menstruação, regularizando o ciclo menstrual. Indicado em caso de cólicas menstruais.
As folhas e frutos servem como condimentos e temperos .
Modo de usar:
Uso interno
Decocção
Em 1 litro de água. Ferver 20 g de casca de louro. Tomar 1 copo após as refeições.
Infusão
Em 1 litro de água quente colocar 15 g de folhas de louro, deixando descansar por 10 min. Filtrar e beber lentamente em duas vezes – para má digestão.
Estomáquico, aromático e calmante: uso externo: aplicações de óleo de louro ou de pomada de folhas secas pulverizadas sobre as articulações dolorosas nos casos de reumatismo crônico.
Outras observações: O louro é um arbusto perene, com folhas duras, lustrosas e verde-escuras na superfície superior. Apresenta flores bem miúdas, de coloração branca ou amarelo-esverdeada. As folhas do louro podem ser coletadas em qualquer época do ano e tem aroma intenso e penetrante. A árvore do louro pode chegar até um século de existência. Do fruto, se obtém o óleo.
As árvores podem alcançar até 8 metros de altura, originárias da Ásia Menor, são muito comuns nas matas pluviais dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo. É originário dos países Mediterrâneos, de clima temperado.
Diz a lenda que antes de terem começado a soar os trovões, Tibério César já havia posto na cabeça uns ramos de louro entrelaçados. E que, segundo uma tradição romana, o esta planta nunca pode ser sacudida pelos raios e, portanto, quem se colocar debaixo das suas folhas encontra-se a salvo dos flagelos da natureza.
O louro era consagrado ao deus Apolo, patrono dos triunfos, das belas artes e da medicina, e arquétipo da beleza masculina. Os imperadores romanos, os atletas e os guerreiros vencedores eram coroados com uma coroa de louros, que se supunha protegê-los dos raios e de outras forças malignas.
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Milho – Estigma de Milho
Nome científico: Zea mays L.
Partes usadas: estilete ou estiquia ( cabelo de milho) e sementes.
Propriedades terapêuticas: Cistite, nefrite, diurético, ácido úrico, litíase, albuminúria, antiinflamatória, hipertensão e é estimulante da secreção da bile.
Indicações: O chá dos cabelos de milho é um excelente desinfetante das vias urinária devido às suas propriedades antiinflamatórias, sendo indicado no tratamento de cistitecom resultado excelente, regredindo e desaparecendo com o seu uso.
Os que tem problemas com o ácido úrico encontram melhoras com o chá das estígmas, que ajuda também a baixar a pressão alta.
Modo de usar
Chá em infusão – 20 g num litro de água. Tomar um copo, 4 vezes ao dia.
Outras observações: O milho era o alimento básico de muitos dos povoadores pré-colombianos do continente americano. Era cultivado, desde o Sul do que agora são os Estados Unidos, até o Peru e à Bolívia, por Peles-vermelhas, Astecas, Maias e Incas. No México encontraram-se restos de milho em túmulos pré-históricos tem mais de 4000 anos.
Conhecido como estígmas ou estiletes, devem ser colhidos tão logo apareçam na espiga, ainda claros e macios, herbácea anual, que atinge até 3 metros de altura. Seu caule é ereto sem ramificações, de caules cilíndricos cheios. As flores reúnem-se em uma espiga cilíndrica. Planta cultivada quase universalmente como colheita de alimento.
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Nome: Marapuama
Nome científico: Ptychopetalum olacoídes Benth
Partes usadas: raiz
Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, ataxia locomotora, estimulante sexual, alopecia, tônico, antidepressívo. Emprega-se como estimulante sexual para ambos os sexos.
Causa excitação sobre o sistema nervoso central, justificando a sua indicação em casos de depressão, esgotamento e outras doenças de nível neurológico.
Indicações: Paralisia facial, astenia circulatória. Nos casos de impotência sexual, tem a propriedade de restaurar a força sexual, ativando o mecanismo neurovascular que atua na ereção. Em clínicas, obtém-se resultados de até 70%. É um excelente antidepressivo. Para queda de cabelos, o chá em infusão dá bons resultados.
Modo de usar:
Uso interno
Decocção: 20 g da raiz para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos.
Tomar 4 copos ao dia.
Para aumentar a potência sexual:
Colocar em 1 litro de vinho moscatel, 10 g de marapuama e 10 g de catuaba,deixar em repouso por pelo menos uma semana e tomar um cálice às refeições.
Uso externo
Reumatismo – 20 g de marapuama com 20 g de gengibre. Colocar em infusão em um litro de álcool, deixando em repouso por uma semana. Massagear a parte afetada 2 a 3 vezes ao dia.
Outras observações: Arbusto atinge até 2 metros de altura, de haste ereta e coroada por pequenos e raros galhos, flores em rácemos e frutos drupáceos. As raízes e as hastes são de coloração parda-avermelhada, suas folhas são pequenas e verdes pela parte superior, e cinza azuladas pela parte inferior, pendentes em ramos longos e finos. Suas raízes possuem estimulante sexual, dando resultado positivo no caso de disfunção erétil.
Além dos já conhecidos efeitos afrodisíacos, da marapuama, sobretudo em conjunto com a catuaba (receita acima), as ervas também podem ser usadas no tratamento estético na melhora da celulite. Pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o extrato que associa as duas plantas tem propriedades que colaboram com a drenagem linfática e a microcirculação cutânea, fatores que influenciam no aparecimento das deformidades estéticas.
Médicos que acompanharam os estudos e voluntárias submetidas ao tratamento observaram melhora na aparência geral da pele.
Nome: Porangaba
Nome científico: Cordia salicifolia
Sinonímia: chá-de-bugre, chá-de-frade e louro-salgueiro.
Partes usadas: folhas, frutos e cascas
Propriedades terapêuticas: Anti-obesidade, diurética, cardiotônica, febrífuga, antiviral, antibiótica natural.
Indicações: É indicada para perda de peso, reduz a gordura localizada, além de ser estimulante do aparelho circulatório. É béquica (ajuda tratar tosse) e é usada para combater a herpes. No Japão, é utilizada com sucesso como antiviral.
No caso de emagrecimento, estimula o metabolismo e os processos de eliminação de substâncias em excesso no organismo, favorecendo a perda de peso e a função intestinal.
Promove o aumento da circulação e degradação das gorduras localizadas, também auxiliando na regeneração do tecido conjuntivo, eliminando a celulite.
A maneira convencional de lidar com infecções é tomar antibióticos, o que raramente justifica seu uso. Os antibióticos destróem as bactérias do corpo, tanto as benéficas quanto as nocivas, e uma vez que as gripes são causadas por vírus, os antibióticos são inadequados, tendem a abatê-los, abrindo caminho para infecções posteriores. Isso não acontece com o uso da porangaba, pois os seus princípios ativos fortalecem o sistema imunológico, energizando, melhorando o humor e a sensação de bem estar e equilibrando os sistemas corporais.
Modo de usar
Uso geral – infusão das folhas – 10 g para 1/2 litro de água fervente. Abafar por 10 minutos, esfriar e tomar durante o dia.
Outras observações: É uma árvore que pode atingir até 8 metros de altura, possui folhas alongadas, estreitas e pontiagudas; flores brancas e frutos pequenos, vermelhos, semelhantes aos grãos de café, o qual é conhecido no norte do Brasil como café-do-mato, e que uma vez torrado e moído, pode substituir o café, tendo a vantagem de possuir menos cafeína. Quando os frutos estão maduros, até as aves e animais silvestres se beneficiam de suas bagas suculentas.
É originária de nosso país sendo comum nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e Santa Catarina.
A porangaba tem ajudado milhares de pessoas a perder peso e está sendo comercializada, em folhas secas, tinturas e cápsulas, esta com ótimos resultados, segundo o Dr. C. L. Cruz, em seu livro “Dicionário de Plantas Usadas no Brasil”, recomenda a porangaba como um excelente diurético, ajudando a perder peso e com ação tônica geral para o coração, podendo ainda estimular a circulação. No Haiti, o chá é usado para combater a tosse, e em nosso país, como um produto natural e popular, é usado em clínicas de pesquisas.
Os pesquisados japoneses tem descoberto mais alguns usos do chá-de-bugre. Em 1990, eles demonstraram que 2, 5 mcg/ml do extrato alcoólico das folhas tem reduzido o vírus da herpes tipo I em até 99%, quando foi penetrado o extrato nas células.
Nome: Psyllium
Nome científico: Plantago psyllium L.
Propriedades terapêuticas: Laxativa suave, prisão-de ventre, colites e diverticulites. Reduz o colesterol sérico total, reduzindo o LDL-colesterol e aumentando o HDL (o bom colesterol), é antiinflamatório e anti-obesidade.
Indicações: Obstipação crônica, colites e diverticulites, é coadjuvante da evacuação intestinal, pois seus óleos tem propriedades laxativas, favorecendo o amolecimento das fezes e reduzindo a necessidade de esforço para quem sofre de hemorróidas e prisão-de-ventre.
Tem uma ação calmante e antiinflamatória sobre as mucosas digestivas, principalmente em casos de gastrites, úlceras gástricas ou duodenais e colites. Acalma a acidez estomacal (piroses), dores no estômago e cólicas. É cicatrizante, quando se aplica em casos de queimaduras, feridas ou úlceras varicosas.
As fibras da psyllium regularizam o aparelho digestivo, tendo efeito marcante como auxiliar nas dietas para emagrecer, como moderador brando do apetite. Devido à sua quantidade de fibras, que ajudam a eliminar, toxinas e resíduos de gordura, pode ser usada adicionando um copo de água, suco de frutas ou ainda à sopas, saladas e massas.
Mode de usar
Decocção
Para uso interno 3 g de sementes em 100 ml de água. Tomar de 2 a 3 vezes ao dia
As cascas transformadas em pó, são ótimas para atenuar e mesmo para curar hemorróidas, colites e diverticulites – 200 mg de cada vez e 3 vezes ao dia, neste caso em cápsulas.
Hemorróidas – sementes
As sementes devem ser socadas na água, para prisão- de-ventre – 20 g de sementes em 200 ml de água emergidas por 10 horas. Aplique a pasta 3 vezes ao dia, na região anal.
Outras informações: É uma erva com pouco mais de 40 cm, que produz flores brancas, agrupadas em espigas. Cresce nos solos áridos e arenosos do Mediterrâneo. Suas sementes parecem pulguinhas, daí a explicação, psylla que em grego significa pulga. Suas flores brancas se agrupam em espigas na ponta de pequenas hastes. Na casca da semente reside a graciosa riqueza das fibras.
Foramos árabes que popularizaram esta planta no Oriente, e os persas na Índia, sendo trazida para a Europa no início do séc. XIX, existindo em toda a região costeira na África e na Ásia. Também está presente no Brasil.
O psyllium é uma das plantas mais ricas em mucilagens, substâncias que se multiplicam em até 8 vezes o seu volume em contato com a água. Devido a isto, o seu consumo produz sensação de saciedade no estômago, e torna-se de grande utilidade nas dietas de emagrecimento
As fibras da psyllium regularizam o aparelho digestivo, tendo efeito marcante como auxiliar nas dietas para emagrecer, como moderador brando do apetite. Devido à sua quantidade de fibras, que ajudam a eliminar toxinas e resíduos de gordura, pode ser usada adicionando um copo de água, suco de frutas ou ainda à sopas, saladas e massas.
Muitas pessoas descobriram que uma colher de sopa cheia de fibra de psyllium dissolvida em água ou suco de laranja, e ingerida 30 minutos antes das refeições, tem dado ótimos resultados na perda de peso.
O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, recomenda uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras para ajudar a prevenir algumas espécies de câncer. Em suma, o aumento do consumo de fibras insolúveis, tipo psyllium, pode ajudar a livrar o organismo rapidamente de substâncias cancerígenas que fatalmente estão presentes na mesa do consumidor.
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Nome: Sene
Nome científico: Cássia angustfolia Vahl
Partes usadas: folhas e sementes
Propriedades terapêuticas: A sene é usada geralmente para tratar de prisão-de-ventre, tanto emocional como crônica. Na medicina Ayurvédica, é usada para problemas de pele, bronquite, anemia, assim como também para prisão-de-ventre. É laxativa e purgativa. Para quem tem o intestino preso, a sene é a melhor erva indicada para um restabelecimento peristáltico. Por sua ação estimulante sobre os órgão abdominais, recobertos de fibras musculares lisas (útero e bexiga).
Indicações: Estimula a mobilidade do intestino grosso, aumentando o movimento peristáltico. É laxante, facilitando a emissão das fezes brandas sem dores ou cólicas, e purgante, provocando a evacuação de fezes liquidas e diarréicas em 6 horas após o uso.
Modo de usar
Uso interno
Infusão – Colocar 15 g de folhas de sene-do-campo, filtrar o líquido e beber antes de deitar. Uma colher de suco das folhas tomar 3 vezes ao dia.
Infusão 1 – 10 g de folhas de sene com 150 ml de água fervente. Deixar sob infusão por 10 min, filtrar e tomar durante o dia.
Contra- indicações: pacientes idosos e debilitados. No caso de lactantes pode modificar e passar para o leite materno, tornando-o amargo. Não é indicado durante a gravidez.
Outras observações: As folhas chamadas comumente de “Sene” são importadas das costas do mar vermelho, da Ásia e da índia. Trata-se de um arbusto pequeno, com numerosos ramos. Suas folhas compõe-se de pares de folíolos e suas flores são de cor amarela, regulares, com sépalas livres. Seus frutos são ovais e possuem sete sementes.
Seu habitat é a Arábia, costas do mar vermelho, África, atualmente é cultivado no Egito, que exporta para as outras partes do mundo.
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Nome: Sete Sangrias
Nome científico: Cuphea balsamona C.
Partes usadas: toda a planta
Propriedades terapêuticas: Sudorífera, diurética, hipertensora, anti-sifilica, antiinflamatória das mucosas, colesterol, obesidade, arritmia cardíaca, fortalece e alivia o coração, é depurativo do sangue, disenterias e diarréias, ácido úrico. É anti-reumática, anti-arteriosclerótica, afecções da pele (eczemas, psoríases, úlceras), problemas cardíacos.
Indicações: Arritmia cardíaca, depurativo do sangue, limpa o estômago, e intestinos e rins. Combate o aumento de colesterol. É muito bom para arteriosclerose.
Nos Estados Unidos, cerca de 400 mil pessoas entre 20 e 60 anos, morrem anualmente de morte súbita e no Brasil, os Óbitos chegam a 300 mil anualmente.
Cerca de 80% das mortes súbitas são causadas por arritmias cardíacas, uma espécie de curto circuito que faz com que o coração bata de forma desorganizada e acabe fibrilando, impedindo o bombeamento de sangue e provocando a morte cerebral e a falência de outros órgãos, como os pulmões e os rins. Quando ocorre este problema muito pouco pode se fazer.
Desta forma a prevenção continua a ser a alternativa para se evitar a morte repentina, e consiste na moderação alimentar e no uso periódico de sete sangrias, que devido aos seus elementos, ajuda as pessoas a não terem arritmia cardíaca.
Contra-indicações: não deve ser tomado por crianças
Modo de usar
Uso interno – chá por infusão – 30 g para 1/2 litro de água quente. Abafe por 10 minutos e tome 2 copos por dia.
Uso externo – infusão – problemas de pele (psoríase, eczemas) – coloque 20g da planta em um copo com leite em fervura. Depois de esfriar, com um algodão, aplique na parte afetada várias vezes ao dia.
Outras observações: Considerada erva daninha pela facilidade com que cresce, atingindo até 60 cm de altura, possui caule avermelhado, coberto por pilosidade glandulosa, suas folhas possuem coloração diferenciada em suas faces, e tem flores vermelhas ou violáceas.
O fruto é uma cápsula pequena com sementes. Seu nome significa que vale por sete sangrias. As folhas não possuem pubescência do lado superior e são peludas no lado interior. Cresce preferencialmente em terrenos úmidos e arenosos com bastante facilidade.
É oriunda da América Central. No Brasil, é comum encontrá-la em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Goiás.
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Nome: Soja
Nome científico: Gtycine max jL) merr.
Partes usadas: grão, broto e sementes fermentadas
Propriedades terapêuticas: hipertensão, arteriosclerose, fraquezas. diabetes, doenças da pele, nutrientes, calmantes, mineralizante, energética, tônica, anticancerígena, repositora hormonal, e para colesterol alto.
Indicações: Utilizada nas dietas dos diabéticos por não ter amido, substitui o leite animal, podendo ser produzidos queijos, requeijão, margarina, molhos, farinhas, salsichas, bifes, e a chamada carne vegetal ou glúten. Impede que pequenos tumores, conectem aos nossos vasos capilares, que transportam oxigênio e nutrientes, desenvolvam-se.
Os grãos são utilizados como alimentos na forma de farinha de leite, brotos de alto padrão nutritivo, praticamente isento de colesterol, razão pela qual se extrai o seu óleo.
Por ser rica em hidrogênio, substitui a margarina. O leite, por ser de fácil digestão, é recomendado às crianças. Quando congelado, forma pequenos coágulos, diferente do leite animal.
Contém fitosterol e pode perfeitamente substituir o hormônio sintético no caso de menopausa, age da mesma maneira que o estrógeno, porém sem efeitos colaterais.
Modo de usar
Uso interno
O óleo é recomendado para combater a prisão-de-ventre, normalizando as funções intestinais, mudando a flora intestinal e reduzindo o índice de colesterol. Indicado também para queimaduras, convalescenças, infecções e fortalecimento em geral. Usar 1 colher de chá, 2 vezes ao dia.
Grãos – cozidos (alimento) ou com leite, queijo, farinha e brotos.
Leite de soja – nos casos de convalescenças, não se deve tomar mais de 2 copos por dia, por ser um alimento forte, pode provocar diarréias, em especial nas crianças. Deve ser consumido para combater males como: angina, asma e bronquite crônica. Hoje, existe nos supermercados o leite de soja em caixa tipo longa vida.
Do leite, poderá ser feito o iogurte que, acrescentado ao mel, frutas e passas, torna-se bastante agradável. É indicado aos que sofrem de alergias, problemas respiratórios, amigdalites, e inclusive as crianças, devem consumir uma maior quantidade de soja.
O óleo de soja é encontrado nas prateleiras de todos os supermercados, sendo utilizado para cozinhar alimentos. A soja sob forma de farinha, cura tumores, hérnias e outros, se aplica como cataplasma.
Uso externo
Óleo – para problemas cutâneos, aplicar na região afetada. Contra-indicações: durante a amamentação, pois a soja tem ação ressecante, podendo reduzir ou secar o leite.
Outras observações: Possuo caule ramoso e pubescente, de acordo com a espécie, as flores são brancas, amarelas ou violáceas. Seu fruto mede cerca de 8 cm de comprimento, tipo vagem, lembrando grão de feijão. Sua coloração também é variável, de acordo com a espécie, do pardo ao esverdeado ou enegrecido.
No Brasil, apesar de o país ser o segundo maior produtor mundial de grãos de soja, o consumo de soja praticamente se restringe ao óleo. O efeito anticarcinogênico da soja é atribuído aos inibidores da protease, porém as isoflavonas parecem ser os mais proeminentes anticarcinogênicos da soja.
Os outros benefícios além dos correlacionados com a sua ação contra o câncer derivam principalmente da sua ação antioxidante, protegendo o organismo contra os danos celulares que levam ao envelhecimento. O teor de isoflavonas varia segundo a cor da soja, a parte morfológica da mesma e as condições ambientais de cultivo (temperatura, umidade e solo).
A isoflavona aglicona, substância gerada no aparelho digestivo a partir da transformação enzimática da isoflavona glicosilada, agora pode ser obtida por meio de técnica desenvolvida pelo Prof. Yong Kun Park, do Laboratório de Bioquímica de Alimentos da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. Absorvida pelo organismo na forma aglicona, a substância atua contra os cânceres de mama e próstata, neutraliza a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células, ajuda na redução dos níveis de colesterol, atua no combate a doenças causadas por fungos, como micoses e candidíase, e é usada na reposição hormonal, no lugar do estrógeno. Com a nova técnica, a isoflavona aglicona poderá ser oferecida ao consumidor como suplemento alimentar na forma de cápsula ou adicionada como ingrediente a bolos, entre outros.
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Nome: Stévia
Nome científico: Steuia rebaudiana
Partes usadas: folhas
Propriedades terapêuticas: Atua como calmante, agindo no sistema nervoso, é indicada para pressão alta, insônia, depressão, fadiga cerebral, estimula as funções digestivas e favorece a eliminação de toxinas.
Indicações: O uso na forma de chá impede a absorção do açúcar pelo intestino, sendo benéfico aos portadores de diabetes, que podem reduzir a quantidade de insulina tomada diariamente, nesse caso com acompanhamento médico.
O uso também é benéfico para quem quer regular o açúcar da dieta habitual. Nos casos de hipertensão arterial, atua como elemento regulador.
Cita-se também como tônico para o coração, contra obesidade, hipertensão, azia e para baixar os níveis de ácido úrico. É excelente tônico para o sistema vascular, razão pela qual se torna útil nos casos de reumatismo e hipertensão.
Exerce também efeito calmante sobre o sistema nervoso, eliminando a fadiga, a depressão, a insônia e a tensão, estimula as funções digestivas e cerebrais.
Como substitui perfeitamente o açúcar sem alterar o nível normal de glicemia, favorece a eliminação de toxinas e é recomendada nos regimes de emagrecimento.
Os constituintes responsáveis pelas propriedades adoçantes de suas folhas são os glicosídeos, sendo o mais doce o esteviosídeo, que tem um poder adoçante 300 vezes maior que o da sacarose e pode representar até 18% da composição total da folha.
Modo de usar
Uso interno – infusão de 20 g de folhas para 1/2 litro de água fervente.
Envelopes de 1 g – 1 envelope para cada xícara de chá ou café.
Outras observações: É uma planta originária da serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ostenta folhas membranosas, ovaladas, oblongas e obtusas, com tomentos na face inferior, de até 6 cm. de comprimento. Suas flores pálidas com escamas pardo-esverdeadas, agrupam-se em capítulos. A planta chega a 1 metro de altura e é cultivada através de sementes.
Segundo alguns indianistas, as indígenas usavam-na como adoçante e também para evitar a gravidez, como um anticontraceptivo natural.
A stévia é uma planta indígena, conhecida pelos índios pelo nome de kaá-heê que significa erva doce.
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Nome: Sucupira
Nome científico: Bowdichia nítida S.
Partes usadas: sementes
Propriedades terapêuticas: Apariente, anti-reumática, adstringente, antiinflamatória, antidiabética, anti-hemorróica, eczemas, úlceras, gotas e cistite.
Indicações: Considerada energética, depurativa e antisifilítica, o óleo da sucupira produz bons resultados no tratamento de feridas e úlceras.
No tratamento de problemas respiratórios, principalmente bronquite, tem dado resultados incríveis, devido à ação da sucupirina, que tem agido como antiinflamatória e anticongestionante pulmonar.
Modo de usar
Uso interno: Infusão ou decocção das sementes.
Xarope: para fraqueza, infecção pulmonar e tuberculose. Coadjuvante do combate ao câncer pulmonar, bronquite e asma.10 sementes esmagadas, 2 copos de água. Ferver durante 10 minutos. Depois de frio,
acrescentar 250 g de mel. Dosagem diária: 1 colher, 3 vezes ao dia.
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Nome: Taiuiá
Nome científico: Cayaponia tayuya Mart
Partes usadas: raízes
Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, antinevrálgica, tem efeito energético contra as impurezas do sangue. A raiz drástica enquanto fresca é purgativa, antisifilítica.
Indicações: Os taiuiás têm efeitos energéticos contra impurezas do sangue e é recomendado no tratamento da sífilis, no reumatismo, nas dermatoses, tornando-os excelentes remédios. Tem ação calmante nas dores e é indicado nas nevralgias diversas e ciáticas, assim como nos casos de eczemas e herpes. As raízes são ricas em amido e tem sabor amargo como
fel, são tuberosas, amarelas, purgativas, são usadas na hidropisia, opilação,amenorréia, sífilis, lepra, epilepsia e problemas de estômago.
Modo de usar
Uso interno:
Chá por decocção: colocar 10 g de raízes de taiuiá em um litro de água e ferver tudo por cerca de 20 minutos. Beber quatro xícaras do líquido filtrado por dia.
Uso externo
Óleo de taiuiá – usar como massagem nas dores ciáticas.
Eczema – chá por decocção: banhar com o chá, a parte afetada, e usar o óleo em seguida.
Outras observações: O taiuiá, cuja raiz é um remédio usado contra muitas doenças, tem 5 espécies diferentes desta trepadeira, todas medicinais. É uma trepadeira alta de caule julcado, com raiz tuberosa, esponjosa e amarela, cresce até 2 metros de altura normalmente e 20 cm de diâmetro. Possui flores dispostas em partículas e frutos em forma de vagem.
Nos estados de SP, MG, GO, MS e PA, há outra espécie que é Bowdichia uirgilióides, popularmente denominada do Sucupira-açu. Apresenta folhas com 9 a 21 folíolos oblanjos e revestidos de pêlos, suas flores são enormes de coloração roxa, avermelhada ou parda.
Porém, a sua composição e propriedades terapêuticas são semelhantes.
É originária do Brasil predomina no Amazonas, Mato Grosso ë Nordeste.
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Nome: Ulmária
Nome científico: Spiraea ulmária L.
Partes usadas: toda a planta florida
Propriedades terapêuticas: Age protegendo e suavizando a mucosa do trato digestivo, reduzindo a acidez excessiva e náuseas. A presença de compostos semelhantes à aspirina, dá a esta planta uma ação antitérmica e analgésica nas dores reumáticas. Pelo efeito diurético favorece a eliminação de cloretos, uréia e ácido. É eficaz para curar os rins e a bexiga.
Indicações: Diurético, gota, reumatismo, edemas, hidropisia, oligúrias, celulite, artrite,. insuficiência biliar, diarréia, hemorróidas, gripes, febres, hiperacidez gástrica e úlceras pépticas.
Externamente, atua como cicatrizante e anti-séptico em queimaduras leves. O cozimento da raiz é diurético. Alivia a tristeza e a depressão.
As flores e em menor proporção as folhas, contêm uma substância ( glicósidio onotropitina) que por hidrólise na planta fresca, se transformam em salicilatos alcalinos. Todos estes derivados salicílicos proporcionam, à semelhança do ácido acetilsalicílico (aspirina), ação anti-inflamatória, analgésica e febrífuga. Possuí ainda flavonóides de acão diurética.
Modo de usar
Nos casos de hidropsia, aconselha-se o uso de ulmária que é preparado da seguinte forma – 500 g de flor de ulmária reduzida a pó, 2 litros de vinho branco. Tomar pela manhã em jejum, na medida de 200 ml de cada vez.
Infusão da planta tomada após as refeições – útil em casos de arteriosclerose.
Para a redução das taxas de uréia, assim como em casos de reumatismo, brotos de ulmária em forma de xarope, na proporção de 250 g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90°, despejá-la sobre a planta. Adicionar uma porção de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar de 100 a 200 g por dia.
Outras observações: Esta erva perene, alcança até mais de um metro, a raiz é subterrânea e herbácea, as folhas são pecioladas, irregulares, os folíolos são sensíveis, pequenos e de cor branca.
De porte majestoso, as suas flores foram objeto de numerosas análises. Contém uma essência especial, o tanino espireína.
É originária da Europa e Ásia, encontra condições ideais para se desenvolver em solos úmidos, ricos em substâncias nutricionais, mas não muito ácidos, arenosos ou argilosos.
É encontrada principalmente em prados úmidos, bosques e nas margens dos rios e lagos, dos Estados Unidos.
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Nome: Unha-de-Gato
Nome científico: Uncaria tomentosa (willd) D.C. e Uncaria guianensis (Aubl) Gmel.
Partes usadas: cascas, folhas e raizes
Propriedades terapêuticas: Analgésica, antiinflamatória, antimutagênica, antioxidante, antiproliferativa, antitumoral, antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, imuno-estimulante anticancerígena, reumatismo, artrite, amigdalite.
Indicações: Os Incas foram os pioneiros a usar ” la una del gato” passando seus conhecimentos para os índios que a utilizavam nos tratamentos de reumatismo e artrite.
Pesquisas realizadas no Peru, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Itália e Brasil comprovam a atuação dos princípios ativos desta planta como excelente antiinflamatória.
Certamente, muitos cientistas e pesquisadores, estão trabalhando para descobrir medicamentos ou imunoestimulantes que fortaleçam nossas defesas naturais contra os agentes infecciosos, e doenças como o câncer. Mas já está sendo amplamente usado, um remédio natural com todas estas potencialidades, que além de ser barato, não causará danos enquanto você o estiver usando. Se você tiver uma infecção, poderá tentar curá-la tomando
algo que faça três coisas: reduzir os sintomas, incapacitar ou destruir determinado microorganismo causador da infecção e fortalecer e seu sistema imunilógico para vencer os agentes infecciosos. de forma que os sintomas, acabaram desaparecendo.
Para ativar nosso sistema imunilógico, deve-se experimentar a unha-de-gato, que já está sendo utilizada em portadores do vírus HIV, sendo notado o aumento dos linfócitos T4 (células de defesa do organismo), com a diminuição das infecções no organismo do aidético.
Pesquisas atestam que a planta tem ação sobre infecções no fígado, e por isso têm sido usada no tratamento do câncer hepático.
Modo de usar
Decocção: 20 g da casca em 500 ml de água. Ferver por 20 minutos, esfriar e coar. Tomar durante o dia.
Cápsulas: usar de 4 a 6 cápsulas ao dia.
1 – A Uncaria tormentosa, com unhas retas. É a principal pois contém todos os princípios ativos, é mais estudada e receitada.
2 – É a Uncária guianenses. É a comum, contem menos princípios ativos, tem as unhas viradas.
No caso das tinturas usar 1 ml por até 3 vezes ao dia
A adição de suco de limão ou vinagre na decocção durante a fervura, ajuda a extrair mais alcalóides e menos taninos da casca. Utilize por volta de 1/2 colher de suco de limão ou vinagre por copo de água.
Outras observações: É um cipó lenhoso, com folhas opostas, ovais, com espinhos semelhantes à unha de gato. Possuem sementes pequenas de cor marrom escura e marrom clara. Existem duas espécies,a unha-de-gato com garra virada (encontra-se na várzea) e a unha-de-gato de garra reta que encontra-se em terra firme.
Unha de gato (Cat´s Claw) é uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde, catalogou-se o redescobrimento desta planta amazônica como a mais importante descoberta desde o quinino, árvore peruana descoberto no século XVII.
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Nome: Urtiga
Nome científico: Urtiga dióica L.
Partes usadas: Raízes, folhas e frutos. É mais comum usar os ramos contidos. A cerca de 10 cm do solo, no verão, devem ser secas à sombra.
Propriedades terapêuticas: Ácido úrico, hemostática, vaso-constritora, anti-reumática, hipertensora, erisipela, hipoglicemiente, remineralizante e anti-artrítica.
Indicações: É indicada para asmas, bronquite, falta de apetite, insuficiência digestiva, irritações na mucosa nasal e incontinência urinária infantil. É depurativa do sangue, melhorando a circulação, aumenta a excreção renal, é tonificante capilar devido à ação do ácido fórmico. Também é usada com bons resultados na queda de cabelos. A loção, de aplicação tópica, externa e usual tem sucesso em tratamentos de úlceras e feridas.
Modo de usar: Para erisipela, urticária, e outras dermatites: uso externo – Infusão das folhas frescas e decocção das raízes): 15 g para 30 ml de água.
Para reumatismo, hemorragias, diabetes: uso interno – Infusão das folhas – 15 g de folhas secas para 100 ml de água quente. Tampar, deixar descansar por 10 minutos e tomar 2 copos durante o dia.
Queda de cabelos – uso externo – decocção das raízes 200 g em meio litro de vinagre de vinho, por 5 minutos. Usar em fricções no couro cabeludo, à noite.
Contra indicações: Não ingerir mais de 100 ml por dia. A urtiga possui pequenos pêlos urticantes nas folhas, que injetam uma substância que irrita a pele. O ácido fórmico e a histamina são os responsáveis por essa substância irritante, encontrada nas plantas recém-colhidas, não secas.
Porém, com a decocção e/ou cerca de 12 horas depois elas desaparecem. É uma das fontes mais ricas de vitamina E, que é estimulante da umidade e protetora do sistema nervoso.
Outras observações: Planta herbácea, armadas de pêlos urentes, possui caule lenhoso, chegando a 80 cm de altura, folhas alternas longo-pecioladas, desenvolve-se em terras pedregosas e não cultivadas, com flores rosas ou brancas.
É de origem européia, existe em toda a América do Sul, sendo comum no Brasil encontrada na beira de estradas.
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Nome: Urucum
Nome científico: Bixa orellana L.
Partes usadas: raízes, folhas e sementes, polpa.
Propriedades terapêuticas: Anti-brônquica, anticoqueluche, prisão-de-ventre, males estomacais e intestinais, queimaduras (não deixa formar bolhas), béquica, gripe, antilepra, anti-cardite, constipação intestinal, intoxicação, antipericardite e afrodisíaco,
Indicações: Fornece betacaroteno, e age também contra hemorragias, afecções renais, febre.
Suas folhas acalmam enjôos da gravidez, suas raízes são digestivas, suas sementes são expectorantes e laxativas. A polpa reduz a febre e refresca. Os brotos tem a capacidade de desinflamar olhos (neste caso pode ser feito um chá por infusão e colocado como compressa). É ótimo contra aftas, faringites e amigdalites.
O pigmento bixina age como protetor solar dos raios ultra-violeta na pele, protegendo-a da formação de bolhas, nos casos de queimaduras, combate as afecções respiratórias juntamente com a febre, bem como as afecções intestinais como: prisão de ventre, constipação intestinal e estomacal, e combate também as hemorragias.
Modo de usar
Uso geral: Chá por infusão: Em 1 litro de água fervente, acrescenta-se 10 a 15 g de sementes. Tampa-se e deixa-se por 15 min. Coar e beber durante o dia. Até 3 xícaras
Chá das sementes: Digestivo e expectorante, para 1 xícara de chá de água, 10 g de sementes.
Infusão – uso interno
Chá das folhas: faringite e bronquites 30 g para 1 litro de água.
Decocção – uso interno
Chá da raiz (decocção), cicatrizante, antiinflamatório, digestivo e para higiene de feridas. Para 1 xícara de água, 10 g da raiz.
Xarope: sarampo (quando complicado) e faringite. Faz-se uma massa de urucu com mel de abelhas.
Uso externo : repelente de insetos: Passar no corpo a polpa da fruta que envolve as sementes. Afugenta os insetos.
Também pode-se elaborar óleo da seguinte forma: Misturar 1 colher de sopa de pó da de semente à 100 g de azeite de oliva e aplicar na forma de fino cataplasma sobre o local da queimadura.
Contra indicações: A casca da semente poderá causar efeitos tóxicos no fígado e no pâncreas e pode ser absortivo.
O urucuzeiro é proveniente da América tropical, alcançando até 5 metros de altura, tronco reto, farta ramificação, folhas simples, pecioladas e flores grandes de cor vermelho-claro, seus frutos são pequenas cápsulas de cor marrom-avermelhada, pardacento ou roxo escuro, contendo muitas sementes.
É uma árvore tipicamente de clima quente, desenvolvendo-se em especial na Amazônia, é conhecida como o urucum do Brasil, das Guianas, Venezuela, até a Bahia. O nome urucum vem do tupi: uruku, que significa vermelho.
Os indígenas usavam-no para colorir cerâmicas e seus corpos e protegê-los para a guerra e contra picadas de insetos. Na indústria, é utilizado para colorir a manteiga, o queijo, a cera e a seda. Age no combate ao ácido prússico (veneno da mandioca brava), bebendo-se a tinta extraída das sementes.
A semente do urucum é composta por 90% de bixina, carotenóide que acelera as funções hepáticas, reduzindo as taxas de colesterol e triglicerídeos. Emprega-se no tratamento contra a lepra, desde os tempos dos maias e dos astecas. Os corantes são utilizados na produção de colorau, usados nos embutidos (lingüiça e salsicha).
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Nome: Cascara Sagrada
Nome cientifico: Rhamnus purshiana
Partes utilizadas: casca seca
Propriedades terapêuticas: diurético, emenagogo, estimulante estomacal, laxante, tônico purgativo
Indicações: constipação (prisão de ventre), apresenta ação laxativa, restabelecendo o tônus natural do cólon, restabelece o fluxo menstrual, hemorróidas, fígado, estimula o peristaltismo intestinal
Modo de usar:
- Infuso ou decocto:
. 25g por litro de água.
Tomar até 3 xícaras por dia de estomago vazio
- Laxativo: 50 a 100 ml ao dia.
- Purgativo: 200 ml ao dia.
- Pó da casca: laxativo: 0.2 a 0,3 gr por dia
Cápsulas – 1 cápsula ao deitar.
Contra indicações:mulheres grávidas, nutrizes e pessoas que sofrem de dor de estômago, colite, obstrução intestinal, doenças inflamatórias agudas dos intestinos e apendicite, úlcera duodenal ou gástrica, refluxo do esôfago, diverticulite.
Pode induzir diarréia. Se usada por mais de dois meses seguidos, provoca inflamações crônicas no intestino, cólicas intestinais, dores espasmódicas gastrintestinais e perda excessiva de líquidos e sais minerais.
A casca fresca, sem secagem prévia, pode provocar vômitos, cólicas violentas, diarréias, queda de pulsação e aumento do fluxo menstrual, devido a ramnotoxina e a presença de antraquinonas reduzidas.
Acima de 8 gr./dia pode causar diminuição da pulsação, queda de temperatura e hipopotassemia.
Outras informações: A casca desta árvore era usada pelos índios do extremo ocidente da América e chamou rapidamente a atenção dos espanhóis que colonizaram a Califórnia. A Cáscara-Sagrada é uma árvore arbustiva, nativa da região oeste da América do Norte, pode atingir de 5 a 10m de altura.
Na medicina popular, a parte utilizada da Cáscara-Sagrada são as cascas de seu tronco envelhecidas por pelo menos 1 ano. O principal uso da Cáscara-Sagrada é como purgante de efeito brando, principalmente para pessoas idosas ou em casos de constipação crônica. Também ajuda a melhorar a digestão gástrica. A Cáscara-Sagrada foi muito utilizada comercialmente, sendo o ingrediente ativo de muitos laxantes no mercado americano até a pouco tempo atrás.
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Nome: ANIL
Nome científico: Indigofera tinctoria L.
Parte usada: Folhas, raiz, semente
Propriedades terapêuticas: Antiespasmódico, estomáquico,febrífugo,diurético, purgativo, insetífuga
Indicações: Afecções das vias urinárias, afecções do sistema nervoso, epilepsia, icterícia, dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele, hemorragia nasal, intestino, uretrites blenorrágicas, afecções do sistema nervoso, sarna,.
Modo de usar
Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas
Decocção: Ferver 5 g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite. Máximo: 15 g/dia). Dose mais forte feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias
Infusão: 5 g por litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia
O sabor do chá é algo salgado.
Outros usos: sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas para afugentar insetos. Das folhas é extraído o corante anil
Contra indicações: a planta tem índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem a indigotina (substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico). Não usar dosagem acima da recomendada.
Outras observações: Na homeopatia o anileiro tem indicações para os seguintes casos: dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele (com erupções de vesículas) e hemorragia nasal. As folhas têm propriedades antiespasmódicas e sedativas, estomáquicas, febrífugas, diuréticas e purgativas, com ação direta sobre a última parte do intestino, empregadas contra as uretrites blenorrágicas e as afecções do sistema nervoso.
Ainda com ação contra a epilepsia e icterícia. As folhas machucadas são usadas topicamente contra a sarna. A raiz é odontálgica e útil na cura da icterícia. Outrora empregavam na mordedura de cobras. As sementes depois de pulverizadas tem ação insetífuga, ou seja afugenta insetos. É planta reputada antídoto do mercúrio e do arsênico.
É originário da Índia, sendo sendo uma planta muito popular no Brasil, vegetando espontaneamente em quase toda parte. Há algum tempo o anileiro era bastante cultivado no Brasil para extração do anil, cuja exportação chegou a atingir considerável vulto. Ultimamente com a fabricação de matérias corantes sintéticas em larga escala, o uso do anil, corante de bela cor azul, inodoro e sem sabor tem sido relegado ao esquecimento. Existe pouca bibliografia referente ao anil. O corante anil sintético data de 1880, passando então esta erva cada vez mais cair no desuso e desinteresse.
Há muitos processos para a produção do corante azul extraído do anil. Todos os processos são complexos e incluem fermentação. Traços do corante azul natural foram encontrados nas antigas tumbas egípcias datadas de 3000 anos. Quando as rotas entre Europa e Índia foram estabelecidas no século XVI, o corante índigo foi trazido para a América do Norte.
Existem muitas espécies no Brasil para o gênero Indigofera, algumas usadas como forrageira, outras como adubo verde. No norte do país, por exemplo, temos a Indigofera pernambucencis. Em Mato Grosso, encontra-se a Indigofera lespedezoides, denominada de timbó mirim ou timbozinho, sendo uma espécie que fornece notável quantidade de anil.
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Nome: Cipó Cravo
Nome científico: Tynanthus panurensis (Buneau), Tynanthus fasciculatus (Vell. Conc)
Parte usada: caule, folha e raiz
Propriedades terapêuticas: afrodisíaco, analgésica, anti-reumática, digestivo, estimulante, fortificante.
Indicações: diarréia, estômago, gases, impotência devido a fraquesa genital
Modo de usar:
-tintura: tomar 1 a 5 ml 3 vezes ao dia
- infusão da vinha ou das folhas: tomar um copo como digestivo e estimulante do apetite
Outras observações:
Mesmo quase completamente devastada, a Mata Atlântica ainda reserva surpresas em sua vegetação nativa. Já bastante utilizada na medicina popular, só agora a espécie Tynnanthus fasciculatus originária desse bioma brasileiro, teve suas propriedades farmacológicas estudadas.
Estudo 1- Uma pesquisa do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprovou que o extrato da planta Tynnanthus fasciculatus, conhecida popularmente na Mata Atlântica como cipó-cravo ou cipó-trindade, possui efeito analgésico e não apresenta toxicidade quando testada em camundongos.
A pesquisa pode ser o primeiro passo para que a eficácia medicinal da substância seja comprovada também em seres humanos.
Usada há séculos como remédio caseiro para combater a má digestão e as dores de estômago, o cipó-cravo começou a ter suas propriedades estudadas cientificamente pois ainda não havia estudos farmacológicos sobre esta espécie vegetal, constando apenas avaliações sobre seus componentes químicos.
Os testes in vitro mostraram que a Tynnanthus fasciculatus tem efeito antioxidante. Isso sugere que a planta pode ter componentes que inibem a ação dos radicais livres no cérebro e no restante do organismo.
A toxicidade da planta foi medida por meio da administração oral de diferentes doses do extrato em camundongos, que foram observados por 14 dias. Os resultados mostraram que não houve mortes nem perda de peso em nenhum dos casos estudados.
Já os efeitos analgésicos do cipó-cravo foram avaliados por meio de dois métodos. Os camundongos que receberam doses do extrato da planta permaneceram sobre uma chapa metálica aquecida sem demonstrar incômodo em relação ao estímulo do calor.
Um outro experimento mostrou que os animais que consumiram o cipó-cravo apresentaram reações inferiores à dor abdominal quando comparados aos que não haviam ingerido o extrato. O estudo verificou que, com uma dose de 500 mg/kg, já foi possível reduzir o número de contorções pela metade, o que comprovaria a ação analgésica da planta nesses animais.
Segundo a pesquisadora da Unifesp responsável pelos estudos, Rita Mattei, as próximas avaliações clínicas sobre a ação farmacológica da planta deverão ser realizadas em seres humanos para que a substância se torne reconhecida e seja liberada comercialmente como um produto fitoterápico. (Fapesp)
Estudo 2 – Nos últimos anos tem aumentado a procura de substâncias de origem vegetal na busca constante da resolução das disfunções sexuais, especialmente masculinas. O cipó-cravo, Tynnanthus fasciculatus, é uma planta utilizada como medicamento caseiro para combater má digestão e dores no estômago, e também adotada popularmente como estimulante geral e afrodisíaco. Foram avaliados os efeitos da infusão do caule de cipó-cravo na biometria corporal e nos compartimentos tubular e intertubular do testículo de ratos Wistar adultos. Utilizaram-se 30 ratos machos em idade reprodutiva, divididos em 3 grupos, sendo um grupo controle, que recebeu água destilada e dois que receberam infusão do caule de cipó-cravo nas doses de 100 e 200mg/animal/dia, respectivamente. A dose de 200mg promoveu aumento significativo no peso testicular, no peso do parênquima testicular, no volume dos túbulos seminíferos, no comprimento total dos túbulos seminíferos, na produção espermática diária total e na produção espermática por grama de testículo. O tratamento com T. fasciculatus reduziu a proporção volumétrica e volume de tecido conjuntivo e proporcionou aumento de macrófagos do intertúbulo. A dose de 100mg promoveu aumento do volume das células de Leydig, o que pode ser justificado pelo aumento do número de células de Leydig e confirmado pelo maior valor do índice Leydigossomático. Os dados apresentados permitem sugerir que o tratamento com infusão do caule de T. fasciculatus, na dose de 200mg, promoveu maior produção espermatogênica, não sendo observadas estruturas que demonstrassem alterações no parênquima testicular ou mesmo o comprometimento da espermatogêne.
Nome: Poejo
Nome científico: Mentha pulegium L.
Partes utilizadas: Toda a planta
Propriedades terapêuticas: amebicida, aperiente, digestivo, estimulante, tônico estomacal, sudorífera.
Indicações: acidez, ardor do estômago, arroto, bronquite, catarro, cólica estomacal e intestinal, debilidade geral, debilidade do sistema nervoso, diarréia, distúrbio gastroentestinal, dor de cabeça, enjôo, gases, gripe, hidropsia, histeria, insônia, palpitação do coração, reumatismo, rouquidão, tontura, transtorno menstrual, tosse, vermes.
Modo de usar
Preparo e dosagem:
Infusão: 20 g de planta fresca em 1 litro de água, ou 4 a 5 g por xícara de chá, ou ainda 1 a 2 g da planta seca por xícara de chá, tomar 1 a 2 xícara por dia.
O infuso deve ser tomado 10 min. antes das refeições, juntamente com o suco de 1/2 limão, estimula as funções gástricas.
Cosmética: O poejo presta-se a um delicioso banho estimulante. Ferva 100 g de folha em 2 litros de água por 10 minutos, coe e dissolva 2 colheres de sal grosso e acrescente à água da banheira.
Outros usos: serve para afugentar pulgas e mosquitos.
Afecções bucais (feridas, sapinhos, aftas): coloque 1 colher de sopa de folhas picadas em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e abafe por 15 minutos. Coe e adicione 1 colher de chá de bicabornato de sódia. Faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia.
Tosses (expectorante e protetor de mucosa): em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folhas picadas, 1 colher de sopa de quiabo bem fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e adoce com um pouco de mel. Tome 1 xícara de chá , de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Conta indicações: A pulegona é citada por possuir efeito tóxico em altas doses. Devido à presença do borneol, não se recomenda o uso de planta por grávidas, especialmente nos 3 primeiros meses.
Outras observações: Muito antes de existirem os sprays inseticidas, a sabedoria popular já utilizava a vaporização do poejo para afugentar os parasitas. Poejo vem do latim pulex (pulga), pois os antigos Gregos e Romanos já utilizavam os seus vapores para matar as pulgas.
As propriedades medicinais do poejo já se conhecem desde há milênios. Dioscórides, o grande médico e botânico grego do século I DC , dizia que tinha “força de aquecer, emagrecer e de digerir”, ou seja, encheu demasiadamente o estômago, pede uma xícara de poejo para ajudar a fazer a digestão.
Alguns povos da antiguidade usavam o poejo para confeccionar coroas empregados em cerimônias religiosas. Os antigos chineses também já faziam referências a suas virtudes calmantes e antiespasmódicas. É uma planta vivaz, perene, de 30 a 50 cm de altura. Folhas verde vivo, pequeninas e de cheiro parecido com hortelã pimenta, caules frouxos, rastejantes, lançando raízes nos pontos em que entram em contato com o solo.
Pede clima ameno, com muita claridade mas sem incidência direta de sol, solo leve e rico em matéria orgânica, úmido. Se vista contra a luz, observamos nas folhas numerosos pontos clatos, que armazenam o óleo essencial.
As flores róseas ou violáceas se agrupam formando bolas que surgem a partir da metade superior dos ramos. É uma espécie de menta que se diferencia das outras por possuir odor mais forte. É cultivada ou nasce espontaneamente em regiões de solo mais úmido, necessitando receber, no mínimo, 4 horas diárias de luz solar direta. A melhor reprodução se dá através dos ramos da planta-mãe, plantados, de preferência, na primavera ou outono, em solo bem adubado, profundo e úmido, espalhado-se com grande facilidade.
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Nome: Abacate
Nome cientifico: Persea gratissima
Parte utilizada: folha, fruto, semente, óleo, botões florais. As folhas devem ser usadas secas porque as verdes causam palpitações cardíacas
Propriedades terapêuticas: Adstrigente, afrodisíaco, antianêmica, antidiarréico, antiinflamatório, antireumático, antioxidante, anti-séptico das vias respiratórias, anti-sifílica, antiuricêmico, balsâmico, carminativo, cicatrizante, colagoga, depurativo, umectante e vermífugo.
Indicações: Abscessos, ácido úrico, afecções hepáticas, aftas, anemia, amigdalite, artritismo, indisposição, infecção da bexiga, bronquite, cansaço, caspa, cefaléia, cistites, cólica, diarréia, disenterias, dispepsia, distúrbios da digestão, diurético, dor de barriga, dor de cabeça, eczemas do couro cabeludo, edemas, verminoses, vesícula biliar e liberar a menstruação.
Modo de usar
Uso interno – - infusão uso geral 2 colheres de sopa de folhas secas ou flores picadas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras (chá) por dia.
Em caso de gases intestinais e problemas renais, as folhas podem ser usadas como chá, tomando duas xícaras, duas vezes ao dia. Para tratar irregularidades na menstruação, pode-se usar o chá das flores, uma xícara, duas a quatro vezes ao dia. Em casos de diarréia, disenteria e vermes, usam-se os caroços torrados e moídos numa decocção de duas colheres (café) em uma xícara de água morna, três vezes ao dia.
- Caroço, por infusão: anti-helmíntico;
- infusão das folhas secas: diurético, doenças renais, hepáticas e da bexiga, artritismo, gota e acido úrico, ativas a excreção biliar;
- extrato fluído: 2 a 10 ml ao dia;
- extrato seco: 1g ao dia;
Fruto in natura: obstipação intestinal, diurético, elimina cálculos renais, contra artritismo e contém muitas vitaminas;
- pó do caroço, diluído em água para dor de barrigas;
Uso externo:
Uso externo:-para tratar cefaléia ou nevralgia, preparam se as folhas em água quente, que depois de mornas são colocadas sobre a cabeça. O resultado é imediato. O chá também pode ser usado sob a forma de compressa, várias vezes ao dia.
- decocção da semente ralada: compressas locais varias vezes ao dia como antiinflamatório;
- caroço ralado e posto em álcool: fricções (contra reumatismo).
O Óleo de abacate: Extrai-se da seguinte maneira: Deixam-se amadurecer os frutos até ficarem aparentemente apodrecidos. Fervem-se numa panela com água, e o óleo que vem à superfície recolhe-se com uma colher. Posteriormente filtra-se com um pano para eliminar as impurezas.
Este óleo aplica-se em fricção sobre a pele da zona afetada, ou sobre o couro cabeludo.
Outras informações: “Árvore-testiculo” dos índios mexicanos, que é o que significa ‘aguacate’ abacate) na língua indígena, foi utilizada desde tempos muito antigos pelos Astecas e os Maias como substituto da carne. A sabedoria popular destes povos levou-os a descobrir as excelentes propriedades nutritivas e calóricas deste fruto que, à luz dos conhecimentos científicos atuais, suplanta a carne
pelas suas qualidades. Com efeito, o abacate proporciona de 160 a 200 calorias por 100 g, quantidade próxima das 230 calorias fornecidas por um bife de vitela de 100 g, mas com a vantagem, entre outras, de não conter nenhum colesterol. As gorduras do abacate, muito digestivas, são quimicamente semelhantes às do azeite de oliveira. O seu conteúdo em proteínas, embora menor que o da carne, tem a vantagem de não produzir resíduos, como o ácido úrico, que acidificam e sobrecarregam o metabolismo.
O abacateiro é uma árvore de belo porte, que chega a 20 m de altura. Suas folhas são abundantes, de cor verde ou castanho-clara. O fruto tem a forma de uma grande pêra, com uma enorme semente e polpa gordurosa, amarelada, de excelente sabor. É oriundo da América Central e cultivado em regiões tropicais.
Existem 3 tipos de abacate: o mexicano, o guatemalense e o antilhano, este último cultivado no Brasil.
O uso regular do abacate na alimentação beneficia as artérias, reduz o colesterol e a pressão arterial e dilata os vasos sanguíneos. O ácido oléico, seu principal componente de gordura monoinsaturada, bloqueia a toxidade do mau colesterol, conhecido como o destruidor das artérias. O abacate também age contra a prisão de ventre, perturbações digestivas.
Melhora o funcionamento da vesícula biliar, é balsâmico e ajuda a normalizar distúrbios na menstruação.
Especialistas em doenças cardíacas desaconselham os ácidos graxos (gorduras saturadas) de origem animal, pois elevam os níveis de colesterol no sangue, acumulando-o nas artérias e obstruindo-as. A degeneração das veias circulatórias acaba provocando acidentes vasculares.
Por isso os especialistas recomendam a ingestão de gorduras monoinsaturadas, como a do abacate.
O grupo dos ácidos monoinsaturados atua de modo seletivo, eliminando o LDL,
responsável pelo acúmulo de colesterol no sangue. O abacate é antiinflamatório, auxilia na desintoxicação do fígado. Suas substâncias ativas,
testerol e lecitina, são eficazes no tratamento das artroses, reumatismo e gota. O chá de suas folhas ou o pó do seu caroço torrado e moído acabam rapidamente com diarréia. O uso do caroço triturado e tostado, em forma de chá, elimina a tênia e outros vermes intestinais.
Externamente, elimina a caspa, fortalecendo os cabelos e combatendo a calvície. O abacate é rico em nutrientes, contém proteínas, ferro, hidrato de carbono e substâncias minerais. A sua polpa é rica em vitaminas A, B 1, B 2, E, açúcar, fitosterol, lecitina, tanino e ácido oléico, linoléico e palmítico. O abacate possui ainda glutationa, um anti-radical livre, capaz de bloquear diversos agentes cancerígenos.
As vitaminas do abacate agem contra problemas da visão, participam do crescimento dos ossos e atuam no processo de renovação da pele.
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Nome: Goiaba
Nome Científico: Psidium Guayaba L.; P. piriferum L. ( variedade branca ); P. pomiferum L. ( variedade vermelha)
Partes utilizadas: raízes, casca, folhas, fruto e botão floral
Propriedades terapêuticas: Adstringente, antidisentérico, vulnerária, antibiótica, estomáquica, emenagogo, anti-inflamatório, febrífuga, tônica, laxativa – (fruto maduro), aperitiva, anti-helmíntico – (fruto verde).
Indicações: afecção da garganta, aftas, bronquite, catarro intestinal, constipação, diarréia, disenteria, estômago, estomatite, febre, gegivite, hemorragia, indisposição gátrica, inflamação, tosse, ulceração da cavidade bucal, vermes, cólera infantil, diarréia, distúrbios da digestão, enterite, escorbuto, fermentações gastrintestinais, gastroenterite, hemorragia interna, incontinência urinaria, inchaço dos pés e tuberculose.
Modo de usar:
- decocção de 30g de folhas em 1 litro de água. Tomar 1 xícara, 3 a 5 vezes ao dia
Este chá pode ser utilizado para preparar o soro caseiro, basta adicionar sal e açúcar nas quantidades recomendadas, que deve ser fornecido para crianças com diarréia (antidiarréico e reidratante). Em gargarejos e bochechos, a infusão atua nas inflamações da boca e garganta
- fruto in natura como alimento;
- folhas torradas e depois umedecidas com água morna como cataplasma para varizes.
Outras observações: Gostosa, nutritiva, combate o câncer e a diarréia. É originária da zona tropical do continente americano, desde o México até o Brasil. Outros consideram-na uma fruta tropical brasileira. O historiador e pesquisador Dr. Roberto Barbosa afirma que seu nome vem do tupi – Koiab, que tem o significado de sementes juntas ou aglomeradas, ficando goiaba em português e guajana em espanhol.
Começa a frutificar no primeiro ano de plantio, atingindo sua produção plena após o terceiro ano. O seu tão apreciado néctar aromático é constituído de 65% de água, 10% de frutose e 25% de polpa. Existem duas espécies principais de goiaba: uma em forma de pêra, com casca avermelhada, e outra arredondada, de coloração-verde clara por fora e branca por dentro. As variedades mais comuns são a serrana, a brava e a azeda. Existe também a kumagari, desenvolvida pelos japoneses, é da espécie branca, e a paluma, desenvolvida pelo professor Fernando, aposentado da USP, maior estudioso das espécies no Brasil. O nome paluma é a soma das iniciais dos nomes de suas três filhas. A goiaba tem grande quantidade de vitamina C. Uma goiaba média ultrapassa a quantidade diária necessária para o nosso organismo. Mas não se preocupe com o excesso, pois ela não é acumulativa e é eliminada pelos rins. Esta vitamina é eficaz no combate a infecções e viroses. A vitamina A, presente na fruta, melhora a visão, pele e mucosas. A vitamina B 2 beneficia a formação de hemácias; a B 3 atua na melhora da circulação sanguínea e em casos de esquizofrenia.
Os minerais presentes são: cálcio, ótimo para combater a osteoporose; ferro, Necessário para a produção de hemoglobina e contra a anemia; fósforo, para os neurônios e crescimento celular. O tanino, presente nas cascas, possui propriedades adstringentes e antivirais. É ótima para combater diarréias. Há muitas pessoas que evitam a ingestão desta fruta pelo o fato de ela prender o intestino. Se for consumida com a casca, isso não ocorrerá. Além de ser estomáquica, a sua casca é eficaz contra a diarréia e disenteria, principalmente para crianças.
As folhas da goiabeira podem ser empregadas em infusão contra inchaço das pernas, hemorragias e gastrite. A goiaba é protetora do coração e do câncer (licopeno) além de fortalecer o sistema imunológico.
O mais importante elemento encontrado na goiaba vermelha (não na branca) é o licopeno, pigmento vermelho encontrado também no tomate e na melancia. A Universidade de Harvard estudou-o e chegou à conclusão de que o licopeno bloqueia muitas espécies de câncer.
A química paranaense Ornelia Porcu, em seu doutorado pela UNICAMP, pesquisou a goiaba vermelha e constatou que a quantidade de licopeno nela existente equivale ao dobro da encontrada no tomate. Além de ajudar na prevenção do câncer, bloqueia a ação de muitas espécies de carcinomas, principalmente da próstata e da mama.
Muitos estudos tem comprovado a importância da goiaba como alimento funcional, pelo seu teor de taninos e flavonóides, bem como sua atividade antioxidante, anticoagulante e antimicrobiana e novas pesquisas não param de surgir elucidando todas as qualidades desta fruta, portanto tenha sempre a mão uma bela goiaba Que gostosa que ela é in natura, com casca, bem lavadinha… seu paladar e seu organismo agradecem.
Chá Verde e Chá Branco
Planta é conhecida desde a dinastia Tang (618-907 d.C.)
Velhos conhecidos da medicina oriental, o chá verde e o chá branco tornaram-se famosos nos últimos anos, devido principalmente às várias pesquisas científicas divulgadas mostrando seus benefícios à saúde.
Os chás verde e branco são provenientes das folhas da Camellia sinensis, uma planta procedente principalmente do norte da Índia e sul da China, onde é conhecida desde os primórdios da dinastia Tang (618-907 d.C.).
O chá verde é obtido por meio do murchamento das folhas com vapor que, em seguida, são secas, fase na qual ocorre a inativação de uma série de enzimas, chamadas de polifenóis oxidases. As folhas permanecem verdes e não sofrem qualquer tipo de alteração na sua composição, e o chá resultante desse processo apresenta sabor amargo.
Diferentemente do chá verde, na produção do chá branco, só os brotos mais jovens são colhidos. Durante a maturação, os brotos são protegidos contra a ação do tempo e do sol e a colheita é realizada antes que ocorra a síntese de clorofila nas folhas, quando ficam verdes e começam a abrir. Nessa fase, a folha tem uma coloração prateada, devido à fina penugem branca que recobre os brotos, daí a origem do nome chá branco.
Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas do chá verde. Todo esse processo é manual e ocorre poucos dias no ano, entre os meses de abril e maio, uma das razões para a raridade e alto custo do produto. O chá branco apresenta sabor mais adocicado e delicado que o chá verde.
Por ser proveniente de brotos muito jovens, acredita-se que o chá branco apresente uma maior concentração de substâncias bioativas que o chá verde, cujas folhas são mais processadas. Nessa fase de maturação, os brotos contêm uma alta concentração de substâncias ativas como os polifenóis (com ação antioxidante), o que pode sugerir uma ação mais eficiente na redução do risco de doenças quando comparado ao chá verde.
ESPECIAIS
O segredo dos chás verde e branco reside no fato deles serem ricos em polifenóis catequinas, particularmente a epigalocatequina galato (EGCG). A EGCG é um poderoso antioxidante que além de inibir o crescimento de células cancerígenas, é capaz de destruir células cancerosas sem danificar os tecidos saudáveis. Pesquisas com a EGCG demonstram que a substância também é eficaz na redução dos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), além de inibir a formação de coágulos sanguíneos anormais. Este último assume importância quando consideramos que a trombose é a principal causa de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.
Recentes pesquisas mostram uma forte associação entre o consumo desses chás com uma ação antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica no trato digestivo. Alguns estudos evidenciam também os benefícios do chá verde para o coração e o sistema cardiovascular, além da capacidade do chá branco de destruir organismos causadores de infecções causadas por Staphylococcus e Streptococcus .
Estudos realizados pela Universidade de Nova Jersey apontam que o consumo desses chás diminui a incidência do aparecimento de diversos tipos de câncer em seres humanos. Outras pesquisas revelam que eles também estimulam o sistema imunológico, aumentando nossa proteção natural contra as infecções, inclusive contra gripe.
A saúde dentária também tem sido alvo das pesquisas com as bebidas derivadas da Camellia sinensis.
Em relação à perda de peso, testes clínicos mostram que aparentemente esses chás são capazes de aumentar as taxas metabólicas e acelerar a oxidação das gorduras. Os pesquisadores acreditam que combinado com uma dieta equilibrada, o chá verde pode funcionar como um coadjuvante da perda de peso.
Como são consumidos
Os chás verde e branco podem ser consumidos de diversas formas. A mais comum é a infusão das folhas secas em água quente. Contudo, a indústria atualmente pesquisa e desenvolve formas mais práticas e saborosas que oferecem o extrato em altas concentrações. Eu, por exemplo, assessorei dois desenvolvimentos onde foram utilizados extratos do chá verde ou branco com altas concentrações de polifenóis.
Os alimentos, elaborados em forma de pó para o preparo instantâneo da bebida, foram enriquecidos com vitaminas e minerais com ação antioxidante, adoçados com sucralose e flavorizados com sabor suave de frutas (cítrico ou abacaxi com hortelã). As duas bebidas podem ser consumidas geladas ou quentes e facilitam a vida do consumidor que preza pela praticidade e sabor.
Modismo passageiro? Os estudos científicos atuais consideram a Camellia sinensis uma planta estratégica para a saúde humana no século XXI.
Por isso, do ponto de vista de pesquisadores como eu, que trabalham na área dos alimentos funcionais, bebidas à base dessa planta deverão cada vez mais fazer parte dos hábitos alimentares das pessoas, que até então desconheciam os inúmeros atributos dessas bebidas.
Perguntas Frequentes – Chá Verde e Chá Branco
Dra. Jocelem Salgado*
1. Quais as principais características do chá verde e do chá branco?
O Chá Verde e o Chá Branco são provenientes da Camellia sinensis, uma planta procedente principalmente do sul da China e do norte da Índia. Para produzir o Chá Verde, as folhas extraídas da planta são secas no ar, depois são fumegadas (vapor), enroladas e voltam a serem secas por um a dois dias. Diferentemente do chá verde, para a obtenção do chá branco só os brotos mais jovens, ainda cobertos de uma penugem branca são colhidos. Todo esse processo é manual e ocorre poucos dias no ano, entre os meses de abril e maio, uma das razões para a raridade e alto custo do produto.
Durante a maturação, os brotos são protegidos contra a ação do tempo e do sol e a colheita é realizada antes que ocorra a síntese de clorofila nas folhas, quando ficam verdes e começam a abrir. Nessa fase, a folha tem uma coloração prateada, devido à fina penugem branca que recobre os brotos, daí a origem do nome chá branco. Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas do chá verde. Para nós o chá branco é uma grande novidade, mas na China é conhecido desde os primórdios da dinastia Song (de 960 a 1279 d.C.). Lá, ele é muito apreciado no verão por ser refrescante e suave, apresentando sabor mais adocicado e delicado que o chá preto e o verde, mais amargos.
2. O chá branco apresenta maiores benefícios à saúde do que o chá verde?
Por ser proveniente de brotos muito jovens, acredita-se que o chá branco apresente uma maior concentração de substâncias bioativas que o chá verde, cujas folhas são mais processadas. Nessa fase de maturação, os brotos apresentam uma alta concentração de polifenóis (substâncias com ação antioxidante), o que pode sugerir uma ação mais eficiente na redução do risco de doenças quando comparado ao chá verde.
Contudo, precisamos de pesquisas de longo prazo, com metodologia ampla e biomarcadores confiáveis que comprovem a superioridade do chá branco em relação ao verde. Até o momento, os estudos não mostram muitas diferenças e parece que os benefícios são semelhantes. O que já está comprovado é que ambos são ricos em polifenóis catequinas, particularmente a epigalocatequina galato (EGCG), substância com poderosa ação antioxidante.
3. Quais os benefícios do consumo desses chás para a saúde?
A quantidade de estudos publicados na literatura mundial nos últimos 10 anos é grande, com alguns resultados contraditórios. Pesquisas recentes mostram uma forte associação entre o consumo desses chás com uma ação antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica no trato digestivo. Alguns estudos evidenciam também os benefícios para o coração e o sistema cardiovascular.
Estudos realizados pela Universidade de Nova Jersey apontam que o consumo desses chás diminui a incidência do aparecimento de diversos tipos de câncer, como o de mama, pâncreas, cólon, esôfago e pulmão, em seres humanos. Outras pesquisas revelam que eles também estimulam o sistema imunológico, aumentando nossa proteção natural contra as infecções, inclusive contra gripe.
4. Eles ajudam a emagrecer? Qual é o mais indicado?
Testes clínicos mostram que aparentemente, ambos são capazes de aumentar as taxas metabólicas e acelerar a oxidação das gorduras. Dulloo e colaboradores da Universidade de Genebra demonstraram que além da cafeína, a presença dos polifenóis presentes nesses chás aumenta a termogênese (taxa pela qual as calorias são queimadas) e o gasto total de energia. Esse gasto não é alto, em torno de 5% do gasto total de energia diário, mas os pesquisadores acreditam que combinados com uma dieta equilibrada, esses chás podem funcionar como coadjuvantes da perda de peso.
O efeito que alavanca o metabolismo parece ser independente da cafeína suplementar consumida pelos indivíduos estudados, existindo uma interação cinegética entre cafeína e outros componentes bioativos do extrato de chá verde e/ou branco, que acarreta uma promoção de maiores taxas de queima de gordura.
5. Como o chá verde e o chá branco devem ser consumidos?
Podem ser consumidos de diversas formas. A mais comum é a infusão das folhas secas em água quente. Contudo, a indústria atualmente pesquisa e desenvolve formas mais práticas e saborosas que oferecem o extrato em altas concentrações. Eu, por exemplo, assessorei o desenvolvimento de dois chás (verde e branco) em pó com alta concentração de polifenóis, e que podem ser consumidos gelados ou quentes. Eles são enriquecidos com vitaminas e minerais com ação antioxidante e apresentam sabor suave de frutas. Basta adicionar uma colher de sopa do pó em água e mexer.
6. Quanto posso consumir de chá verde e branco por dia? Que horário é melhor?
O consumo dos chás é milenar e não há estudos que mostrem efeitos colaterais em consumi-los em grandes quantidades. A presença de cafeína (em menor quantidade que o café) pode limitar o consumo por pessoas sensíveis a essa substância. Quem tem problemas para dormir, não deve consumi-los depois da 18h00-19h00.
Como existem várias formas de se consumir os chás, meu conselho é o seguinte: para quem escolheu as infusões, o consumo diário para se obter os benefícios à saúde é de cerca de 4-6 xícaras. Para quem escolheu as versões instantâneas que levam extratos concentrados, uma ou duas porções ao dia é suficiente.
7. Existe alguma contra-indicação para o uso do Chá Verde/Branco?
Pelo fato da Camellia sinensis possuir cafeína, pessoas sensíveis a essa substância devem evitar o consumo antes de dormir. Em caso de gastrite, esofagite de refluxo e úlcera gástrica, o consumo também é limitado.
8. Quem tem hipertensão ou diabetes pode fazer usos dos chás?
Sim. Estudos têm mostrado que o consumo desses chás colabora na diminuição da pressão sanguínea. Além disso, as pesquisas mostram que há evidências indiretas entre o fato desses chás aumentarem a capacidade de queimar gorduras com a redução do risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e obesidade. No caso do diabetes, se for adoçar o chá, utilizar adoçantes como a stévia e a sucralose. As versões de preparo instantâneo já vem adoçadas.
9. É verdade que esses chás podem ser ajudar a queimar mais gorduras quando combinados com atividade física?
Sim. Um estudo publicado em março de 2008 na revista American Journal of Clinical Nutrition mostrou que o consumo de chá verde antes da atividade física pode ajudar na queima de gordura. Acredita-se que os efeitos do chá verde sobre a oxidação de gorduras ocorram através da inibição da catecolamina-O-metil-transferase, uma enzima que degrada o hormônio noradrenalina. Altas concentrações desse hormônio podem estimular uma contínua mobilização de gorduras armazenadas no corpo. Essas gorduras podem então ser transportadas ao músculo e usadas como energia durante o exercício. Esse efeito é potencialmente positivo para atletas que desejam aumentar a queima de gordura ou pessoas obesas e/ou diabéticas que precisam eliminar gordura e perder peso.
10. Esses chás podem oferecer proteção contra os danos oxidativos induzidos por exercícios?
Sim. Um estudo de 2007 realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina revelou que o consumo regular de chá verde melhora os mecanismos de defesa antioxidante em praticantes de exercício resistido. A pesquisa verificou que o chá verde pode reduzir a manifestação de danos teciduais induzidos pelo esforço, possivelmente por meio da neutralização da ação danosa de radicais livres. Os pesquisadores sugerem que alimentos e bebidas ricos em polifenóis como o chá verde, podem oferecer proteção contra o dano oxidativo induzido por exercícios, e que a orientação alimentar para esportistas deva ser enfatizada. A Referência Bibliográfica deste estudo é: Panza V.S.P. Efeito do consumo de chá verde no estresse oxidativo em praticantes de exercício resistido. Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, 2007. Tese de Mestrado.
11. O uso da cápsula no lugar do chá é indicado?
Nas cápsulas, costuma-se encontrar altas dosagens dos princípios ativos, e isso pode trazer desconfortos ao nosso organismo. Caso escolha essa opção, observe sempre a idoneidade de quem as formulou.
Os estudos científicos atuais consideram a Camellia sinensis uma planta estratégica para a saúde humana no século XXI, e o potencial dos chás verde e branco é tão vasto, que devemos estar alerta para que sua produção e elaboração não se desviem para preparados farmacêuticos sintéticos, que nada tenham a ver com o verdadeiro chá.
* Profa. Titular de Nutrição da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais- SBAF
- Nome: Mulungu
Nome científico: Erythrina mulungu Benth
Partes usadas: Casca, folhas, frutos e sementes
Propriedades terapêuticas: Sedativa, tranqüilizante, calmante, age contra a asma, insônia, tosse, obstruções do fígado e baço, hepatite, histeria, alterações do sistema nervoso, agitação, hipertensão, prisão de ventre, hemorróidas, dor de dente, contusões, palpitações, coqueluche, reumatismos (dores).
Indicações
Utilizado para todos os casos de excitação nervosa e suas conseqüências. Alivia as dores, age no combate às hemorróidas, tosse nervosa e asma. Sendo purgativa, auxilia nos casos de prisão de ventre.
Os alcalóides atuam sobre o sistema nervoso central, agindo como depressores e são absorvidos lentamente pelo tubo gastro-intestinal e excretados pelos rins.
Alguns estudos indicam ainda que um destes alcalóides a erisodina pode ser útil como droga antinicotina, pois foi demonstrado que ele atua como antagonista competitivo e bloqueia os receptores de nicotina.
O principal remédio natural vendido no mundo inteiro hoje em dia contra o stress e a ansiedade, e como sedativo em geral, é a kava kava. Esta planta, todavia, tem sido sujeita a relatórios negativos nos últimos anos a respeito de possíveis efeitos negativos ao fígado. Como o mulungu tem os mesmos efeitos calmantes e reguladores do stress, e tem um efeito positivo no fígado, é indicado como um possível substituto da kava kava.
Modo de usar
Casca: Chá por decocção, um copo de água, com 2 a 4 g de cascas de mulungu.
Tampar e deixar ferver por 5 min. Beber algumas vezes durante o dia.
Contra indicações: O uso excessivo pode causar depressão
Outras observações: É uma árvore nativa muito bonita, com sua floração vermelho vivo. Existem várias espécies de Mulungu ou Eritrinas. Entre elas esta (foto) é a mais vistosa, de grande porte, comum nas matas desta região (leste de MG), e que apresenta floração totalmente destituída de folhas. A época da floração varia entre Agosto e Setembro, mas cada árvore não mantém suas flores mais que uma ou duas semanas.
A árvore espinhosa e pode medir de 6 a 10 metros de altura, cuja casca é de cor avermelhada e suas sementes são vermelhas e pretas, as suas folhas são compostas trifolioladas.
Adapta-se bem em clima quente, sendo a região de Minas Gerais, Matogrosso do Sul até o Rio Grande do Sul, onde mais se encontram estas árvores.
- Nim ou Margosa
Nome científico: Azadirachta indica – A juss, Synantelara azadirachta ou
Melia azadirachta
Partes usadas: toda a planta, folhas, sementes (óleo), frutos, cascas e raízes.
Propriedades terapêuticas: Ação anti-malária, antifúngica, anti-hemorróica, anti-diabética, dermatites, cistites, antidiarréica, vermífuga, antiespermaticida, antibacteriana, antiviral, fertilizante utilizado como adubo orgânico, além de combater úlceras, eczemas e psoríase.
Indicações: É uma planta extraordinária com ação múltipla em diversas enfermidades. O óleo da semente de nim tem feito maravilhas no tratamento de psoríase, reduzindo a coceira, a escamação e a vermelhidão da parte lesionada.
O uso oral do extrato das folhas do nim tem reduzido nos diabéticos insulínicos (tipo I), a necessidade de insulina na proporção de 30 a 50%.
O que dizer do câncer e da Aids? O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos tem experimentado em cobaias, extrato de nim, que tem ação surpreendente na aniquilação do vírus HIV.
Os elementos ativos polissacarídeos e limonóides encontrados na casca, folhas e sementes tem reduzido certos tumores cancerosos. Até nas doenças coronárias, há diminuição da coagulação sangüínea e pressão arterial.
É interessante que na índia, existe um lubrificante vaginal feito com óleo de nim, que evita a gravidez melhor do que os preservativos (camisinha) usados pelos homens. Possui ação repelente de insetos, melhor que os produtos químicos conhecidos.
Esta planta tem forte poder inseticida sem ser tóxica ao ser humano, e ainda serve de alimento ao homem e aos animais, sua madeira é valorizada na fabricação de móveis e ainda está incluída entre as plantas medicinais.
Para se ter uma idéia do valor desta espécie, as sementes do Nim (ou Neem) combatem mais de 200 espécies de insetos. Acredita-se que a árvore do Nim produz um dos melhores biopesticidas disponíveis na indústria.
Modo de usar
Infusão das folhas – 10 g num litro de água, tomar durante o dia.
Cápsula de óleo – 300 mg, 3 cápsulas ao dia.
Pó – 5 gramas em meio litro de água. Tomar 2 copos ao dia.
Outras observações: O Nim é uma planta originada da Índia, trazida para o Brasil em 1992. Trata-se de uma árvore de crescimento muito rápido, que em poucos anos, atinge mais de 10 metros de altura. Produz os seus primeiros frutos entre 3 e 5 anos depois do plantio. Nas condições do Nordeste chega a produzir frutos 2 vezes por ano.
As folhas são verdes escuras com flores esbranquiçadas e perfume peculiar, reunidas em inflorescências densas. O fruto é uma baga ovalada com 1 a 2 cm de comprimento. A polpa é amarelada, quando madura. Sua casca é branca, dura, e sua semente contém óleo essencial, com coloração marrom. Resiste a solos secos e pobres em nutrientes, mas prefere clima tropical, não tolerando temperaturas abaixo de 8° C.
A plantação é feita através de mudas, após o plantio das sementes. O sucesso do plantio está relacionado ao início da estação chuvosa da região.
As sementes possuem óleos: nimbim, nimbinim e nímbidim. Nas flores há minerais como sódio, potássio, cálcio, ferro e cloro, além de dióxido de carbono CO 2, e derivados do enxofre SO 4 e SI O 2.
Outros componentes como o nimbosterol, glicosídeos, nimbosterim, flavonóides: nimbicetim e sesquiterpenos, solamina e azaridactim.
O azadiractim (assemelha-se a um esteróide) é o componente mais importante da semente do nim, estudado durante quase 20 anos. É o mais empregado no controle de pragas, pois não possui ação fitotóxica, não agredindo o meio ambiente e é praticamente atóxica ao homem.
- Nome: Nogueira
Nome científico: Juglans regia L.
Partes usadas: cascas, folhas, nozes.
Propriedades terapêuticas: vermífuga, antidiarréica, hipoglicemiante, anti-séptica, anti-caspa, dermatites, gota, anti-queda de cabelos, litíase renal, antimicrobiana, antiinflamatória e anti-colite.
Indicações: contra pedras nos rins, litíase renal, onde os pacientes que usam o óleo de nogueira eliminam ou dissolvem seus cálculos em média em 48 horas. As dermatites, como eczema seborréica, tem um resultado excelente com a aplicação local do óleo.
Muitas pessoas que tem diabetes do tipo II experimentaram o decoto das cascas ou o chá das suas folhas e tiveram normalizada sua hipoglicemia (diminuição do açúcar no sangue).
O extrato tem ação antimicrobiana, de largo aspecto, incluindo Cândida albicans, Mycobacterium smegmatis, Escherichia colf e Staphylococcus aureus, devido aos seus elementos ativos, juglona e menadiona.
As nozes apresentam um grande valor nutritivo, com um conteúdo protéico melhor do que a carne bovina, superando-a devido a quantidade de seus óleos, minerais e vitaminas.
É também excelente no combate à diarréia e colites, devido a nogalina encontrada em suas folhas, além de ser preciso no tratamento de uretrite (inflamação da uretra ou conduto da urina).
Tem ação adstringente, cicatrizante, e antiinflamatória contra eczema, impetigo, foliculite, tinea, úlceras e hemorróidas.
Modo de usar:
- consumida “in natura”, em decoração de bolos e tortas ou na preparação de pães, doces, bolos e sorvetes;
- infusão de 3 colheres de café de folhas secas em duas chávenas de água: diaperturbações gástricas e intestinais;
- decocção de 10 g de cascas e raízes em um litro de água. Tomar 1 xícara 3 x dia Usar também externamente em dermatologia, frieiras e gargarejos.
Outras observações: Árvore enorme cresce até 30 metros de altura, régia como seu nome indica, prefere terrenos arenosos. Suas folhas tem um largo pecíolo, é hermafrodita e seu fruto contem em seu interior a noz.
É originária da Ásia central, Europa, China e Himalaia, mas adaptou-se bem no Brasil.
Contra-indicações: Em pessoas com estômago sensível a taninos, pode causar mal-estar e vômito e desencadear reações de hipersensibilidade, como irritação dérmica e ocular.
-
Nome: Folha de Pitanga
Nome científico: Eugenia Uniflora L
Parte utilizada: Folhas e frutos
Propriedades terapêuticas: adstringente, anti-reumática, antidesintérica, calmante, febrífuga e vermífuga.
Indicações: Reumatismos, febres e diabetes. Combate também bronquite infantil, gota, hipertensão, ansiedade e previne formação de rugas sendo eficaz contra o envelhecimento da pele.
Modo de usar:
- fruto ao natural ou polpa em refrescos, sucos, sorvetes, doces, geléias,
- infusão das folhas 3 colheres de sopa em 1 litro de água, beber de 3 a 4 xícaras por dia
- em gargarejos é indicado para infecções da garganta e em jejum durante o dia ajuda em dietas de emagrecimento.
Diarréias infantis, verminoses e febres infantis: Até 1 copo, após cada evacuação;
Bronquites, tosses e febres: Adoce com mel e tome 1 colher de sopa de 2 a vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Bronquites, tosses, febres, verminoses, hipertensão arterial e ansiedade: coloque 2 colheres de sopa de folhas fatiadas em 1 xícara de chá de alcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 7 dias e coe.
Beber 10 gotas diluídos em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
Pele oleosa: coloque 1 colher de sopa de folhas fatiadas em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Espere esfriar e adicione o suco de 1/2 limão e 3 gotas de própolis. Misture bem. À noite, lave o rosto, enxugue e aplique com um chumaço de algodão. Deixe agir durante a noite toda.
Outras observações: Arvore ou arbusto pequeno, de tronco um pouco tortuoso e de casca fina. Tem ramificação densa e fina, formando longa ramagem pendente. As folhas são delicadas, opostas, de formato oval-alongado, com nervuras que partem de um eixo longitudinal, e caem antes do aparecimento das flores. Se amassadas, quando frescas, exalam um odor suave e agradável, em virtude de seus numerosos canais produtores de óleo aromáticos.
A sua frutinha é que chama a atenção, pois é pequena, em forma de um pequeno balão, arredondado e achatado nas extremidades, com 8 hastes, formando sucos longitudinais.
Quando maduros, exibem uma coloração vermelha. São suculentos, de sabor agridoce e muito apreciados ao natural, ou transformado em doces e licores. Os passarinhos são os responsáveis por sua propagação, pois comem os frutos e espalham as sementes. Aprecia clima quente e úmido, e não mostra exigências quanto ao solo, mas crescem bem em terrenos profundos, férteis, bem drenados, sílico-argiloso ou arenosos. A pitangueira é um arbusto tipicamente brasileiro, espalhado pelo litoral como um arbusto rasteiro. Em certas localidades pode chegar a até 8 m de altura.
Suas flores são brancas, pequenas, muito bonitas e de um intenso e característico perfume. É também usada nos ritos afro-brasileiros.
No Nordeste, é conhecida e muito apreciada; principalmente numa bebida tradicional, o conhaque ou o licor de pitanga ou, ainda, conhaque tropical.
Suas folhas contém um alcalóide, a pitanguina, semelhante a quinina, com propriedades anta-reumáticas e antigota. É ótima para que tem problemas digestivos.
É rica em fibras insolúveis, que limpam o trato intestinal e melhoram a sua função, sendo útil em qualquer problema digestivo. A vitamina A, encontrada em sua composição, beneficia os diabéticos, que lutam contra infecções. Melhora a visão e tem efeito preventivo do câncer. Contém também vitaminas do complexo B, coadjuvantes na formação de células vermelhas do sangue, protegendo o coração contra a síndrome da morte súbita e vitamina C, importante para os fumantes, que necessitam do dobro de vitamina C recomendada por dia (60 a 80 mg). Os fumantes têm níveis reduzidos desta vitamina no sangue e em suas células brancas. Ela ajuda também a reduzir o colesterol e a aumentar a imunidade. Os minerais encontrados são: cálcio, necessário para os ossos e dentes, além de evitar a hipertensão; ferro, que participa do processo completo da respiração e combate a anemia ferropriva; fósforo, que combate o cansaço mental e é um tônico geral.
-
Nome: Ameixa
Nome cientifico: Prunus domestica Linné
Propriedades terapêuticas: laxativo; recomendável para evitar a prisão de ventre e manter o intestino sempre desembaraçado, anemia, arteriosclerose
resfriado, tosse e rouquidão.
Indicações: resfriado, rouquidão, tosse e vermes. Boa para hipertensão, ácido úrico e prisão de ventre. A ameixa é uma fruta cultivada desde os tempos remotos. No Japão, é muito utilizada na medicina oriental, especialmente a variedade japonesa umebushi, que tem presença obrigatória na macrobiótica, com virtudes terapêuticas confiáveis, principalmente para combater a anemia, devido à sua grande quantidade de ferro.
Modo de usar:
Frutos secos: Muito importante na dieta diária, podendo ser consumidos diariamente misturados aos cereais (aveia, granola) ou simplesmente puros.
Infusão: Em um litro de água fervente, coloque 2 colheres de sopa da folha e deixe levantar fervura. Desligue o fogo e abafe por dez minutos. Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.
Para combater a prisão de ventre, coloca-se ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Logo na manhã seguinte tanto as ameixas como essa água devem ser ingeridas em jejum. Esse tratamento deve ser repetido por vários dias
Outras observações: Tem sabor levemente ácido e é muito apreciada pelo povo japonês. Chama a atenção pelas suas variedades de cores, que vão desde carmesim, branca, amarela, azul-escura e preta.
Ela nasceu no Sudeste Europeu e Ásia Ocidental; mais tarde foi cultivada e Modificada pelos americanos, que formaram novas espécies. Pertence à família Rosacea, a mesma da jabuticaba, cerejas e damasco, existindo hoje mais de 300 variedades. Na Alemanha é conhecido um licor de ameixas chamado Zwetschen Wasser, que significa aguardente de ameixas.
O fruto, ainda verde, é colocado em sal grosso, conforme uma técnica milenar,
acrescentando-se ervas tissô e deixando em repouso por um período de 6 meses a 3 anos.
Assim, fica pronta a conserva de ameixa salgada ou umebushi, que ajuda a normalizar o ph do sangue. O óleo extraído do caroço é utilizado na Índia como substituto do óleo de amêndoas.
As ameixas secas são também uma boa fonte de potássio, útil para os praticantes de esportes. Os Estados Unidos (Califórnia) são os maiores produtores de ameixa seca, com 70% da produção mundial.
Possui um elemento químico chamado hidroxifenilsatina que, junto com as fibras, ajuda no peristaltismo intestinal, combatendo a prisão de ventre. As fibras da ameixa ajudam o bolo alimentar a seguir seu caminho mais rapidamente, pois não são digeridas pelo organismo; absorvendo bastante água e agindo como esponja, eliminam as fezes e as toxinas, que passam com facilidade pelo cólon, na parte final do intestino, eliminando assim, todos os resíduos intestinais.
Ela contém vitamina C (ácido ascórbico), que ajuda a melhorar as funções dos
linfócitos e dos monócitos, responsáveis pelo ataque aos vírus e às bactérias, além de aumentar o sistema imunológico e combate o mau colesterol.
Embora contenha pouca quantidade de vitamina A, ajuda a melhorar a visão, o
Sistema imunológico e a prevenir infecções. A vitamina B 6 ajuda a controlar o diabetes, os problemas de pele e a catarata. É também útil contra câncer de pele, principalmente o melanoma. Ajuda no combate à síndrome do túnel de carpal ou carpio, que é a compressão de um nervo do pulso ou pé, causando a sensação de, alfinetadas ou choques, com dor. É rica em minerais como: potássio, útil para quem usa diurético, em regimes de emagrecimento, e para repor o potássio, para atletas profissionais ou mesmo amadores que malham muito. O potássio é também bom controlador do desenvolvimento muscular e
também do sistema nervoso central. As ameixas secas são ricas em potássio, para quem tem problemas de hipertensão (pressão alta).Tem alto teor de fósforo, indicado para nervos e neurônios. Tem muito magnésio, que está classificado como o mineral mais importante para o coração. Mais de 300 enzimas diferentes do nosso organismo dependem desse mineral.
Quem tem crises regulares de enxaqueca, não precisa antecipar o futuro com visitas diárias ao médico para um alivio mais prolongado. O magnésio da ameixa é um bom preventivo. Também é muito energética, indicada para os que malham e para atletas por evitar o cansaço físico. Possui ainda pectina.
Contém ainda ferro, que beneficia o equilíbrio sanguíneo e acaba com a anemia ferropriva, agindo na formação das hemácias.
Portanto consumi-la in-natura, em compota, bolos, geléias ou em passas, é muito bom para a circulação, para evitar a retenção de líquidos, para o coração e para aumentar o sistema imunológico.
Da polpa da ameixa se fazem sucos, geléias, bolos, sorvetes e pudins.
É muito calórica em uma dose de 100 g temos 187 calorias.
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Nome: Carambola
Nome científico: Averrhoa carambola L
Parte utilizada: Flores, folhas e frutos
Propriedades terapêuticas: aperiente, antidisentérica, antiescorbútica, febrífuga, refrigerante e vermifugo.
Indicações: afecções dos rins e bexiga, diabete, disenteria, escorbuto, febre, picada de insetos e de animal peçonhento. O caldo da carambola é usado popularmente para eliminar ou atenuar manchas de ferrugem em panos e em objetos de metal.
Modo de usar:
- in natura ou na forma de geléias, sucos, doces, compotas, sorvetes e como ingrediente para coquetéis de sabor tropical e refrescante;
- folhas amassadas em aplicação externa contra picadas venenosas;
- suco da fruta como vermífugo e febres;
- fruto indicado para eczemas, afecções dos rins e bexiga;
- decocção das folhas indicado nas diabetes.
- Salada de Carambola – corte algumas carambolas em tiras finas, acrescente sal a gosto, vinagre, cebolinha, pimentão, tomate, salsa e azeite.
Outras observações: Fruta ácida e exótica, com muitos minerais. A carambola é uma fruta diferente das outras frutas, cuja beleza encanta as pessoas que a
colhem, pois tem uma forma delicada, com 5 gomos compridos de coloração que passa de verde quase translúcido, até um amarelo gema brilhante. quando cortada ao meio, em sentido transversal, apresenta o aspecto de estrela, com 5 pontas perfeitas. Quando verde, o fruto é adstringente e “amarra” a boca. Quando maduro, é adocicado, mas bem ácido.
As suas pequenas e exuberantes flores apresentam pétalas em número de 4 a 5, de coloração violeta, bordadas de branco nas laterais, que antes da frutificação, cobrem toda a árvore, exalando um perfume exótico. Suas folhas são verdes brilhantes, muito sensíveis, bastando tocar levemente uma delas, para que se fechem uma a uma. As crianças se divertem tocando-as e fazendo-as fechar. À noite, sem que ninguém as toque, elas se fecham como se dissessem: “estou com sono, chegou a hora de dormir”. Talvez essa característica seja para se proteger de agressões externas.
Por séculos, foi considerada árvore ornamental, chegando até 7 m de altura. É nativa da Ásia tropical, talvez da índia e mesmo da China, países onde a população não se atrevia a comer esta fruta exótica. Na índia, possui o nome sânscrito de Kurmurunga. Somente em 1818, foi introduzida no Brasil, pelo agrônomo francês Paul Germain, que a levou ao Nordeste, mais especificamente para Pernambuco. Dizem que foi lá que o povo começou a comê-la, considerando-a como fruta. Mais tarde, foram feitas análises químicas
que comprovaram sua riqueza em minerais, vitaminas, taninos e ácido oxálico. Daí, foi um passo para se espalhar por todo litoral brasileiro, sendo transformada pela indústria alimentícia em geléias, compotas, xaropes, conservas, picles, vinhos e sucos.
Na medicina alternativa, seu suco é utilizado como fonte de muitos nutrientes e é recomendado para amenizar disenterias, diarréias e febres. Isso porque a fruta contém tanino, que possui propriedades hemostáticas, anti-sépticas e tonificantes. É muito utilizada como antidiarréico por suas propriedades adstringentes. Os taninos são excelentes inibidores enzimáticos e atuam como antienvenenamento por determinados alcalóides. Ela é rica em vitaminas: A, ótima contra infecções, protetora da pele e da visão; vitaminas do complexo B e vitamina C, fundamental para a manutenção da saúde, prevenção de resfriados, pressão alta e câncer: Possui minerais como ó cálcio, vital para outras funções de nosso organismo, além de fortalecer os ossos, prevenindo a osteoporose. Combate a hipertensão, os cardiologistas são fascinados pela relação que o cálcio tem com a pressão.
Contém ferro, importante para crianças e mulheres que chegam à menopausa e idosos, que têm maiores tendências a apresentar deficiência de ferro, mineral essencial para a hemoglobina e para combater e prevenir a anemia. Possui fósforo, que controla o cansaço mental e neurônios e também cálcio, que previne contra as doenças da gengiva, que é a causa principal da perda de dentes em adultos. O cálcio impede a mandíbula de encolher, fornecendo mais força para os dentes. Alivia as dores ósseas, câimbras musculares e problemas menstruais.
O suco da carambola pode ser esfregado na pele, diminuindo a coloração de manchas seni (manchas provocadas pelo sol), devido à presença do ácido oxálico.
Hebhert Oliveira – Natureza Celestial
Nome: Melão de São Caetano
Nome científico: Momordica charantia- L.
Parte Utilizada: Futos, hastes, folhas e arilo das sementes
Propriedades terapêuticas: adstrigente, adstrigente da cútis, afrodisíaca, aperitiva, estomáquica, anti-helmíntica (frutos, anti-hemorroidário, antidiabética, antimicótica, antifebrífugo, antivenéreos (frutos cozidos), antileucorréico, anti-reumático, cicatrizante (folhas), colerética. Depurativo do sangue, emenagoga, emético (folhas), emoliente, estomáquico, febrífuga, hemostáticos (frutos maduros), hipotensora, hipoglicêmica (folhas), laxante, purgativo (folhas).
Indicações: afecções biliares, catarata, cólicas abdominais, colite, cravos, dores de ouvido, dor reumática, escabiose, enxaquecas, febre, fígado, hemorróidas (especialmente a raiz, infecções da pele, irrigação vaginal, leucorréia, malária, menstruações difíceis, mordida de cobra, picadas de insetos, problemas gástricos, pruridos, queimaduras, resfriado, úlceras malignas e vermes
Contra indicações: gestantes, nutrizes e crianças, as sementes contém compostos tóxicos, não devendo ser ingeridas em grandes quantidades
Modo de usar
Infusão geral: 10 g de folhas ou duas colheres de sopa por litro de água, beber de 3 a 4 xícaras por dia
Infusão mais concentrada indicada nos casos de picadas de insetos, pruridos e úlceras malignas
Outras observações:
O Melão-de-São-Caetano é um cipó herbáceo da família das Curcubitáceas, muito comum nas cercas vivas dos terrenos abandonados ou margeando as casas de roça do interior.
Recebe também os nomes: Erva-de-lavadeira, Melãozinho, Fruta-de-negro, Erva-de-São-Vicente e Fruta-de-cobra. Dá frutos cor de ouro com espinhos moles na superfície, que, quando maduros, se abrem espontaneamente em três partes, mostrando no interior as sementes avermelhadas, comestíveis, muito concorridas pelos passarinhos e por crianças, que as chamam de Boizinho.
As flores são solitárias, possuem cinco pétalas amarelo-pálidas ou quase brancas, de textura fina e muito delicada. Embora de origem africana, a planta se encontra hoje disseminada por todo o mundo. Ela foi trazida da África ao Brasil pelos escravos, que usavam sua infusão contra febres e em banhos para facilitar os partos.
Os primeiros escravos que chegaram ao Brasil tomaram o destino da região aurífera de Minas Gerais, em especial Ouro Preto e Mariana. Trouxeram eles as primeiras sementes e as plantaram ao redor de uma capelinha existente nas proximidades de Mariana. As sementes germinaram e a planta cresceu e frutificou. O padroeiro da capela era São Caetano, e os frutos eram parecidos com um pequeno melão.
Em virtude disso, batizaram definitivamente não só o fruto, como toda a planta, de Melão-de-São-Caetano. De suas delicadas flores extraímos a essência floral conhecida como Momordica. Atuando em questões bem relacionadas com a mente, os pensamentos e suas dificuldades, esta essência floral mostra-se de grande valia ao promover uma estrutura de pensamentos ordenados, seqüenciais e claros, representativos de expressões novas para o pensador.
Este é um dos efeitos benéficos da essência Momordica. Sua utilidade permeia entre a vitalidade e a criatividade. O porquê de sua inclinação arquetípica para a criatividade não nos é difícil de deduzir: para uma criação edificante – seja a que nível for – é necessário estar com a mente límpida, descongestionada, livre para todas as concepções que possam surgir.
Outros usos
O uso de extratos vegetais no controle de doenças de plantas está sendo pesquisado como alternativa aos fungicidas convencionais, devido serem apontados como seguros ao homem e não agressivos ao meio ambiente.
O extrato de Melão-de-São-Caetano foram testados in vitro e in vivo sobre Colletotrichum musae, fitopatógeno causador da antracnose em frutos de bananeira e proporcionaram respectivamente 71% e 64% de inibição do crescimento do fungo.
Outro estudo desta vez por agricultores-experimentadores em parceria com professores e alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), um estudo sobre o uso do extrato de melão de São Caetano no controle do pulgão, inicialmente nas culturas de feijão, jiló e pepino.
O melão de São Caetano é uma planta muito comum na região. Nasce com facilidade dentro dos aceiros do roçado. É uma planta trepadeira, ou seja, gosta de subir em árvores, muros e cercas. Essa planta é conhecida pelos agricultores pelo seu uso medicinal. É utilizada no tratamento de pano branco, coceiras, sarnas e impinge. E agora está se estudando um novo uso, o de controle de pragas e doenças das culturas. (…)
Para se fazer o extrato do melão de São Caetano são necessários alguns equipamentos, como o extrator, mas para quem não tem todo esse equipamento em casa, os experimentadores ensinam que pode-se fazer e testar o macerado. Pega-se 1 quilo de ramas coloca-se água e meio litro de álcool para sair o sumo. Deixa-se as ramas na água por 2 dias. Depois é só espremer bem as ramas, colocar o líquido na bomba e pulverizar.
Caso você use a planta fresca, amasse bem e proceda como descrito.
- Nome: Copaíba
Nome científico: Capaífera reticulata Ducke
Partes usadas: resina extraída do tronco.
Propriedades terapêuticas
Antiinflamatória, blenorragia, queimaduras, bronquites, anti-séptica das vias urinárias e das vias respiratórias, cicatrizante, expectorante, laxante, antidiarréica, anti-sifilica, psoríases, enureses (controle uinário), urticária.
Indicações de uso
Contém óleo essencial e resina, cuja composição ainda tem o ácido copaíbico, que é eliminado pelos rins, e atua como anti-séptico e antiinflamatório sobre as mucosas genitais e urinárias. O óleo é recomendado para tratamentos das mucosas genitais e pulmonares, como bronquites e tosses.
Para as doenças venéreas, tanto masculinas quanto femininas, aplica-se também nos casos de afecções urinárias (cistites), bem como em feridas, eczemas, psoríase. urticária, acnes, escamações e irritações no couro cabeludo e caspas.
Tem dado resultado no tratamento de câncer pulmonar, devido aos seus princípios ativos antiinflamatórios.
Modo de usar:
Óleo: recomendado para aplicar nas diversas infecções externas da pele, incluindo queimaduras, apesar de provocar náuseas em alguns pacientes, pode também ser ingerido. O óleo de copaíba é um ótimo cicatrizante, quando aplicado diretamente no local afetado por ferimentos, eczemas e também no caso de psoríase, este deve ser usado por meses de tratamento.
Xarope para bronquite: a melhor aplicação do óleo de copaiba tem sido em pessoas com problemas respiratórios, como asma e bronquite aguda. Devido aos seus óleos essenciais de ação antiinflamatória e vasodilatadora, misturado com mel, dá um excelente xarope contra bronquite e catarro pulmonar, além de ser expectorante.
Contra-indicações: não é recomendado para grávidas, lactentes ou pessoas com afecções gástricas. Cuidados: não deve-se tomar durante um período superior a dez dias, podendo ocorrer erupções cutâneas, nefrites e problemas digestivos, como vômitos, náuseas, diarréias com cólicas. Com exceção dos xaropes.
Outras observações
É uma árvore de grande porte, com folhas alternas e compostas, cheias de glândulas contendo óleos resinosos, com flores sésseis, e cachos auxiliares. É a espécie de copaíba mais estudada. Atinge até 20 metros de altura e de seu tronco, que é de cor vermelha escura por fora e avermelhada por dentro, extrai-se a resina para elaborar, através da destilação, o óleo de copaíba. Chega-se a extrair até 20 litros de óleo bruto, líquido, transparente e viscoso, de cheiro forte, penetrante e sabor amargo. Os índios amazonenses untam o corpo com esse óleo depois das lutas para cicatrizar as feridas. As folhas são pinatifidas compostas, de flores brancas ou rosadas, e o fruto é tipo vagem, com uma semente apenas.
- Artigo: Copaíba
Ação antiinflamatória da copaíba é duas vezes maior que a do diclofenaco de sódio
Testes realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto comprovaram a eficácia da árvore usada como antiinflamatório pela medicina popular. Os pesquisadores já solicitaram o registro da patente
Mais uma vez a Ciência comprovou a eficácia de uma planta largamente usada na medicina popular. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP constataram que o óleo de copaíba apresenta ação antiinflamatória. Esse potencial se mostrou duas vezes maior que o encontrado no diclofenaco de sódio, um dos medicamentos mais utilizados no mercado. O estudo, realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, teve seus resultados depositados para patente.
A autora do trabalho, Mônica Freiman de Souza Ramos, separou o óleo de copaíba em duas frações: volátil (líquida, com componentes que podem evaporar) e resinosa (com uma consistência um pouco mais fluída que o mel). “Não usamos a fração resinosa porque além de ser mais difícil de trabalhar, a composição da substância não indicava que ela pudesse ter ação antiinflamatória”, afirma.
Os estudos foram concentrados nessa fração volátil, produto que sofre evaporação rápida, o que limita sua veiculação em formas farmacêuticas convencionais. Por isso, a pesquisadora desenvolveu microcápsulas (cápsulas microscópicas) que aprisionam essa fração volátil – limitando sua perda por evaporação – e a transformam em um produto sólido, capaz de ser administrado nesta forma ou em outras mais convencionais, como comprimidos e cápsulas.
A patente refere-se a todo esse processo, incluindo a descrição química da substância. Procura-se garantir que, caso o óleo da copaíba se transforme num produto farmacêutico, a patente seja em parte da FCFRP.
Mônica realizou testes biológicos em camundongos que sofriam de pleurisia induzida (inflamação da pleura, membrana que envolve os pulmões) e de edemas nas patas. Tanto a fração volátil como as microcápsulas foram eficazes no tratamento. “O produto microencapsulado poderá ser usado na indústria farmacêutica tanto como uma forma final (microcápsula) ou como intermediária em outras preparações”, explica.
Diclofenaco x Copaíba
O diclofenaco de sódio é um medicamento sintético de ação antiinflamatória comprovada. “No caso da copaíba, teremos um medicamento fitoterápico com a mesma ação de um sintético”, esclarece. Nos testes, as doses usadas foram de 100 miligramas (mg/) por quilo (Kg) de diclofenaco e 32mg/Kg de fração volátil e de microcápsulas. O efeito antiinflamatório foi o mesmo: “A potência da copaíba se mostrou maior, porque com uma dose menor, obtivemos a mesma equivalência terapêutica”, conta a pesquisadora.
Mas haverá um longo caminho até que a população possa usufruir deste antiinflamatório extraído da copaíba. Ainda são necessários testes toxicológicos e, em seguida, os testes clínico em humanos. A pesquisadora acredita que esse processo deve durar cerca de cinco anos.
As copaíbas são árvores nativas da região tropical da América Latina e da África Ocidental. No Brasil é encontrada na região Amazônica e no Centro-Oeste. O óleo bruto da árvore é exportado para a Europa, desde o início do século passado, para ser usado na indústria de aromas, vernizes e restauração de quadros. Na medicina popular, é empregada como cicatrizante e antiinflamatório.
Fonte: Agência USP de Notícias
Resina de copaíba vira antiinflamatório
Milhões de anos de evolução produziram, na resina de uma árvore comum na Amazônia e no Centro-Oeste, um medicamento antiinflamatório duas vezes mais potente que alguns dos mais populares do mercado hoje. Uma equipe da USP de Ribeirão Preto está explorando esse potencial, já sugerido pela medicina popular, e desenvolveu uma maneira de administrar a parte ativa do óleo da planta como remédio.
Estudo indica propriedades antiinflamatórias
A árvore é a copaíba –ou melhor, o conjunto de árvores, já que se trata de várias espécies com parentesco próximo entre si, do gênero Copaifera. “Na verdade, nós usamos o extrato comercial, que vem de mais de uma espécie”, contou à Folha a farmacêutica Mônica Freiman de Souza Ramos, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Ela acaba de concluir seu doutorado sobre o tema na Faculdade de Ciências Farmacêuticas USP de Ribeirão Preto, sob orientação de Osvaldo de Freitas. No projeto, além de comprovar o papel antiinflamatório do óleo –a medicina popular da região Norte também o usa como antisséptico e cicatrizante–, ela caracterizou quimicamente o produto e criou uma forma de administrá-lo aos camundongos que serviram de cobaia no estudo. O processo já está patenteado.
Desmanchando no ar
A pesquisadora conta que o óleo, já bastante estudado, é composto por duas frações bem diferentes. Uma é mais pastosa, enquanto a outra é volátil, ou seja, alguns de seus componentes podem evaporar. Problema número um: é justamente nessa fração “vaporosa” que as propriedades terapêuticas do óleo parecem estar. O principal componente dessa fração é conhecido como cariofileno, embora outras substâncias também estejam ali.
O jeito foi aprisionar a parte que interessava do óleo em microcápsulas, com tamanho entre 10 e 15 mícrons (um mícron equivale a um milésimo de milímetro), por um processo que lembra a produção de leite em pó. “Como as cápsulas são microscópicas, a olho nu só é possível ver uma espécie de pó”, explica Ramos.
Pelo menos em camundongos, o pó surpreendeu. Os pesquisadores induziram inflamações nas patas e na pleura (a membrana que recobre os pulmões) dos bichos e depois administraram as microcápsulas com o óleo. O potencial antiinflamatório foi cerca de duas vezes mais forte do que a do diclofenaco de sódio (mais conhecido pelos nomes comerciais Voltaren e Cataflam).
Segundo a farmacêutica, ainda é cedo para falar de efeitos colaterais, mas os dados dos roedores de Ribeirão e os obtidos por outros pesquisadores sugerem que o óleo é pouco tóxico e não causa reações adversas. A maneira como ele age também ainda precisa ser elucidada, mas há indícios de que ele interfira com o sistema de sinalização química que desencadeia a inflamação.
Uso sustentável
Se tudo der certo, os testes finais de um medicamento fitoterápico em humanos acontecerão daqui a cinco anos, estima Ramos. O fato pode ser uma boa notícia para o manejo sustentável da copaíba, já que a extração da resina mantém a árvore de pé (cada “colheita” pode ser feita a cada seis meses ou um ano, diz a pesquisadora).
“É uma prova de como a gente pode explorar bem a biodiversidade brasileira”, afirma. Hoje, a planta já é explorada pela indústria de cosméticos e vernizes, por exemplo.
É bom lembrar que os resultados da pesquisa não garantem que qualquer resina de copaíba por aí terá efeito medicinal. “Há variações de árvore para árvore, e em algumas o conteúdo não-volátil pode ser muito mais abundante. É preciso tomar cuidado com isso”, aconselha a farmacêutica.
- Nome: Avenca
Nome científico: Adiantum capillus ueneris L.
Sinonímia: cabelo-de-Vênus, avenca-do-cariadá
Partes usadas: folhas e flores
Propriedades terapêuticas: adstrigente, antiasmática, antibacteriana, antidisentérica, antiinflamatória, antioxidante, anti-seborreica, antitussígena, antiviral, aperiente, balsâmica, béquica, cardiotônica, colagoga, depurativo, desintoxicante, diaforético, digestivo, hepático, hepatoprotetora, hipocolesterolêmico, tônico e expectorante. Alivia menstruações dolorosas e regulariza a menstruação. Combate a queda de cabelos e age contra catarros, rouquidão e afecções bronquiais.
Indicações: afecções catarrais das vias respiratórias, aparelho respiratório, aperiente, asma, bexiga, bronquite, catarro, caspa, debilidade das parturientes, distúrbios do ovário e da bexiga, dor, dores menstruais, dores reumáticas, esclerose, febre, fígado, hepatite, inflamação do baço, laringite, peitoral, picada de cobra e de aranha, pulmão, queda de cabelo, ressecamento da garganta.
Modo de usar:
Uso interno – Infusão
- 30 g para cada litro de água. Tomar 6 xícaras ao dia, para fortalecer os cabelos evitando a calvície e a caspa;
Para rouquidão – xarope – macerar 30 g de folhas de avenca em meio litro de água, colocar numa panela adicionando o dobro do peso em mel e aquecer em banho Maria, até a sua dissolução. Acrescentar 30g de água de flor de laranjeira. Tomar 30 ml duas vezes ao dia.
Uso externo
Cataplasma – 10 g da planta amassada aplicada diretamente no couro cabeludo – para conseguir que o cabelo volte a crescer.
Para queda de cabelo – decocção – ferver 100 g de avenca seca em um litro de água por meia hora. Filtrar o líquido e empregá-lo em fricções diárias no couro cabeludo, evitando também a oleosidade.
Outras observações:
Não te faz lembrar a Formosa cabeleira da deusa Venus?
Pergunta Lúcio Apuleio, chamado o Platónico, a um dos seus discípulos, enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana.
- E a minha deusa preferida – diz o aluno com ar de satisfação. E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Venus, o mestre Apuleio, filósofo e botânico romano do século IV d.C, autor de um Herbarium, continua a contemplar a modesta planta.
- Só vês o que tens diante de vossos olhos, assim nunca chegarás a ser um bom filósofo – repreende-o.
- Mestre, vejo que tens muita imaginação. Mas, que importância tem os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta, que façam lembrar os cabelos de Venus?
- Olha rapaz, todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas, para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. É uma doutrina sobre a qual estou a meditar.
- Agora começo a compreender. Mestre Apuleio, procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desta planta sobre a cabeça!
A experiência seguramente deu resultado e, lenda ou história, em várias línguas modernas, alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Venus e a sua cabeleira. E foi assim que, durante muitos séculos, a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo.
Esta erva aromática chega a até 15 cm de altura, suas folhas verdes e delicadas são polimorfas, alternas e pecioladas, e mesmo mergulhadas em água, permanecem secas, as gotas de chuva deslizam sobre elas, sem as molhar. O nome científico, Adiantum, deriva do grego ‘adiantos’ que significa ‘que não se molha’, pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las. É originária da Ásia e Europa, hoje encontra-se na Europa Meridional, incluindo Portugal quase toda, Grã Bretanha e sul da França, nas grutas, nascentes, poços, rochedos úmidos, e solos calcários. No Brasil, é mais comum no Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Elas carregam a fama de espantar mau-olhado: dizem que são capazes de absorver as energias negativas e murcham, dando sinal de que há alguém invejoso no ambiente.
Na natureza, brotam espontaneamente por toda parte, desde beiras de cursos d’água e encostas de barrancos, até no alto de palmeiras. Ao produzir e lançar ao vento grande quantidade de esporos, a avenca pode brotar e se desenvolver em qualquer ambiente, desde que haja calor, umidade e luminosidade, com proteção contra a incidência de raios solares diretos.
E o que são os esporos? São aqueles pontinhos que se distribuem no verso das folhas e, quando maduros, escurecem e soltam-se com facilidade. Isso explica a facilidade com que as avencas se espalham na natureza.
Tudo muito simples, mas quando cultivamos a avenca em casa, a história muda de figura. Isso porque nem sempre elas são colocadas em locais que apresentam as características exigidas, ou seja, calor, umidade, luminosidade, e proteção contra o sol direto. Assim, as avencas acabam murchando, apresentam folhas amareladas e secas e podem até morrer.
Drenagem e luminosidade – extraído do Jardim das Flores
Quem pretende cultivar avencas como planta de interior, pode colocá-las em vasos (de preferência de barro), garantindo que o recipiente tenha um bom sistema de drenagem, ou seja, o excesso de água precisa ser eliminado com facilidade, pois é quase fatal para a planta. No caso dos xaxins, é importante observar sempre a quantidade de água usada nas regas, pois eles tendem a reter muita umidade. Com o tempo, é possível determinar qual a quantidade adequada ao volume de terra, levando-se em conta a temperatura – nos dias quentes a necessidade de água é maior e nos frios é bem menor.
O plantio de avencas no jardim exige muito cuidado na escolha do local, pois deve atender às três principais exigências da planta: calor, umidade e luz indireta. Outro detalhe importante: as avencas não suportam ventos diretos e excessivos. O local ideal, portanto, são os cantinhos úmidos e com sombra, mas com boa luminosidade.
Dicas de cultivo
Mistura de solo ideal tanto para vasos como para canteiros:
1 parte de areia, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de pó de xaxim. Essa mistura é leve, retém umidade, mas apresenta boa drenagem.
Como fazer mudas com esporos:
Para retirar os esporos, espere que amadureçam e retire-os das folhas raspando-as delicadamente com uma faca pequena ou gilete. Mantenha uma folha de papel (ou um pedaço de tecido branco) embaixo, para aparar os esporos que vão caindo. Prepare uma sementeira apenas com pó de xaxim, molhe-o bem e espalhe os esporos na superfície. Cubra a sementeira com plástico transparente e mantenha à sombra. Após cerca de quatro semanas, vai surgir na sementeira uma espécie de musgo – são os brotinhos, que só devem ser transplantados quando atingirem cerca de 2 a 3 cm.
Como multiplicar por divisão de touceiras:
Um vaso de avenca bem cheio pode render várias mudas. É só separar as touceiras com muito cuidado para não prejudicar as raízes, que são bem frágeis. Plante a muda imediatamente, pois a avenca perde umidade muito rápido.
Mais dicas:
· Garanta uma boa umidade no solo, sem encharcar, regando sempre que o solo apresentar-se muito seco;
· Mantenha as avencas longe da luz solar direta, mas não as submeta à sombra em demasia, pois isso facilita o surgimento de pragas e doenças;
· Evite o uso de inseticidas para combater pulgões e cochonilhas e adote a famosa calda de fumo, procurando aplicá-la sempre que suspeitar da ocorrência;
· Mantenha as avencas livres de folhas velhas e secas, cortando-as na base, para facilitar o surgimento de novas brotações;
· Faça adubações periódicas com adubo orgânico ou fertilizantes líquidos, mas sempre seguindo a orientação da embalagem do produto;
Pois são esses os poucos segredos para se ter em casa as delicadas e belas avencas. E, para aqueles que já desistiram de cultivá-las, que tal tentar mais uma vez?
Hebhert Oliveira – Natureza Celestial
Ola amigos, gosto muito de suas dicas sobre Ervas Medicinais. Tenho Displasia Mamária nas duas mamas, tomo vitamina E diáriamente, mas gostaria de algumas ervas p/ este propósito pq adoro chás e assim sendo seria muito fácil meu tratamento. Amigos, agradeço desde já.